Não venham dizer que o Brasil é um celeiro de craques de futebol, que somos os melhores do mundo, que ainda encantamos no esporte e que todo dia nasce um novo grande jogador em alguma parte do país, que não "cola" mais. Precisamos aceitar a realidade em que nos encontramos.

A goleada sofrida pela seleção brasileira de #Futebol na última copa do mundo, realizada no Brasil, foi somente a explosão de uma bomba, cujo pavio já estava aceso a muito tempo, mas que nossa vaidade insistia em escondê-lo, diante de tantos interesses.

Qual foi o grande jogador, craque na acepção da palavra, formado nos últimos tempos? Neymar? Há quem diga que sim, que #Neymar é a última joia encontrada no Brasil, mas que o mercado europeu procura lapidá-lo a cada dia.

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Afora Neymar, outros nomes menos expressivos surgem e saem do nosso futebol. Seguem os caminhos que o dinheiro trilha. Alguns vão parar em terras onde o futebol ainda engatinha; outros mais, para grandes centros, em grandes clubes ou não, e o que importa, se o importante são as cifras?

Os mais saudosos sentem falta dos dribles de Garrincha, dos lançamentos de Gerson, e da maestria de Pelé. Num passado não tão distante, ainda brilharam: Romário, Ronaldo Nazário, Bebeto e outros mais. Pena que parece que parou por aí.

Hoje qualquer "perna de pau" leva nome de craque, só por fazer uma jogadinha de efeito. Basta dar um drible desconcertante num zagueiro desqualificado, que pronto! Ouvi o grito de craque de cronistas esportivos, que ecoa nas arquibancadas. O torcedor de hoje, na verdade, ainda consegue distinguir o bom jogador do ruim, somente quando assiste aos jogos dos campeonatos europeus, e olhe lá.

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Alguns jovens atletas saem ainda bem cedo do país, levados para médios e grandes clubes da Europa, porém, mais parecendo que vão com a passagem de volta na bagagem. Muitos não convencem no acirrado futebol do velho mundo, que exigente, trata logo de emprestar para algum clube menor, menos expressivo, a fim de que pegue experiência, ganhe “corpo” para quem sabe retornar. Não acontecendo, logo retornam ao futebol tupiniquim, com um “salto elevadíssimo”, sentindo-se estrela e querendo ganhar fortunas.

Diante dessa realidade, os amantes do futebol brasileiro demonstram toda uma preocupação com o futuro da nossa seleção, carente de craques e de bons jogadores, sem saber ao certo qual o futuro que nos aguarda. #Opinião