A greve dos servidores "públicos" do INSS chegou a dois meses de duração. Não querem saber de voltar a trabalhar, nem mesmo de garantir o atendimento mínimo exigido por lei pertinente. O atendimento do INSS não é classificado como serviço essencial. No entanto, do atendimento às solicitações de auxílio-doença, dependem centenas de milhares de famílias brasileiras que, muitas vezes, só contam com uma pessoa para sustento de suas necessidades básicas.

A incoerência desses servidores grevistas é gritante. Reclamam de más condições de trabalho, mas as agências onde estão lotados, geralmente, contam com bom espaço, são climatizadas e equipadas com modernos computadores.

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Os grevistas, além disso, contam com auxílio-alimentação, estabilidade funcional (da qual abusam) pelo regime estatutário e um salário que, comparado com as demais categorias, não parece estar nem um pouco rebaixado: R$ 5.018,00 (base do ano de 2014) para funções que exigem nível médio de escolaridade (ou seja, a de Técnico em Seguro Social).

Enquanto os sindicatos desta categoria tentam impedir os técnicos, que desejam voltar ao trabalho, de entrar em atividades, centenas de milhares de famílias caem no desespero, pois, ao mesmo tempo em que não podem voltar a trabalhar por problemas de saúde, não recebem o auxílio-doença, o que está condicionado à avalização do Médico Perito do INSS.

Sem o atendimento dos Técnicos em Seguro Social, os Peritos também não trabalham. Resultado: muita gente passando fome e muitas outras necessidades (inadimplência de aluguel, falta de dinheiro para a compra de remédios, etc.).

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Sem contar, obviamente, com os pedidos de aposentadoria cada vez mais protelados daqueles que, durante décadas, sustentaram com suas contribuições o sistema previdenciário, esse mesmo que cobriu, ainda que minimamente, esses funcionários quando crianças.

Quando cobrados sobre a #Greve, os funcionários dizem, em redes sociais e pelas ruas do Brasil, que "o Brasil pertence aos funcionários públicos e que, sem eles, o Brasil para". Como podem ser chamados de funcionários públicos, se o que primam é pelo próprio benefício? E chamam a isso democracia? Se o povo governa, por que estão contra o povo?

Quando a população se irrita e se revolta contra a incoerência de greves como essa (como noticiou o "Diário Catarinense"), aí o povo é "elite branca da classe média". Bem, se classe média é aquela que ganha a partir de 1 (um) salário mínimo por mês, então, as classes estão em queda livre. Há muita gente que deixou de ganhar até isso, ultimamente. #Opinião #Blasting News Brasil