Quando algumas pessoas ouvem ou ficam sabendo sobre tratamentos autoritários, abusos de poder e até assassinatos aplicados as mulheres, erroneamente podem pensar que isto acontece em representantes femininas de lugares longínquos como alguns dos países árabes ou africanos, mas aqui mesmo no Brasil e em países vizinhos da América Latina, tais fatos, no mínimo lamentáveis, ocorrem minuto a minuto, ou seja, em pleno século XXI unicamente 18 países não apresentam impeditivos para que as mulheres desempenhem atividades econômicas em geral.

Conforme estudo do Banco Mundial, o pouco progresso em benefício da proteção do sexo feminino alcançado na sociedade mundial, esbarra na falta de alternativas concretas para que as mulheres conquistem suas melhoras econômicas.

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Em países da América Latina, a situação feminina é ainda um pouco pior, como comprovam os exemplos abaixo:

  • Colômbia e Honduras: as mulheres trabalhadoras estão proibidas de desempenharem atividades consideradas perigosas;
  • Belize: as fábricas não aceitam mão-de-obra feminina durante a noite e muito menos os portos;
  • Bolívia: as mulheres que são casadas só trabalham se os seus maridos permitirem.

Sarah Iqbal redigiu o relatório Mulher, Empresa e o Direito 2016 para o Banco Mundial, abordando as várias diferenças em 173 países e em 7 áreas: o acesso à Justiça e a proteção feminina frente a violência, o usufruto do direito a propriedade, a conquista de serviço, os incrementos ao trabalho, a capacidade de conquistar crédito na praça e o acesso às redes de educação.

A mesma estudiosa Iqbal, ainda falando da Latino-América e Caribe, constatou que “na região, a agressividade contra o sexo feminino é um assunto crucial e alguns países têm aplicado e evoluído certas leis com mais dinamismo.

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Um exemplo claro disto é o Brasil com a Lei Maria da Penha; o Uruguai elevou a idade que era mínima para se casar e a duração das licenças de mães e pais e a Nicarágua estabeleceu a licença do pai que tem filhos e consolidou os direitos legais a propriedade das mulheres divorciadas”.

Augusto Lopez Claros que também é diretor do Grupo de Indicadores Globais do Banco Mundial anuncia que “quanto maior a desigualdade entre os gêneros, maiores serão os desvios sociais, ou seja, é o caso da educação, onde meninos têm mais acesso do que as meninas, a longo prazo verifica-se, que as mulheres por razões claras, contribuirão menos para a economia do seus países de origem".

A já mencionada Sarah Iqbal complementa, explicando que a adoção de leis que se sobrepõe a violência feminina no lar aumenta a vida das mulheres, ao dizer que “nas economias de países com leis contra a violência doméstica, provavelmente as mulheres viverão próximo aos 65 anos ou até mais”.

Com relação ao tema do artigo, uma lembrança e também por que não dizer, uma homenagem às mulheres, está na letra de música do compositor brasileiro Erasmo Carlos, a saber: “Dizem que a mulher é o sexo frágil, mas que mentira absurda. Eu que faço parte da rotina de uma delas, sei que a força está com elas... Mulher, mulher, na escola em que você foi ensinada, jamais tirei um dez. Sou forte, mas não chego aos seus pés”. #Beleza #Comportamento #Casos de polícia