No Brasil existem muitos imigrantes que vieram ao país por vários motivos e justamente em um momento em que a sociedade humana é confrontada com valores morais na questão dos refugiados da migração mundial, um senegalês no último dia 25/09 na cidade de São Leopoldo, grande Porto Alegre, dá um exemplo de fraternidade ao salvar a vida de uma senhora idosa em uma composição ferroviária que estava em trânsito.

Repentinamente, uma mulher cai no chão do vagão de trem e, como é peculiar numa situação de emergência, o alarme é acionado, mas neste meio tempo um homem desconhecido aproxima-se e faz os atendimentos de primeiros-socorros, medindo os batimentos do coração da pessoa, assumindo o papel de liderança em solicitar um pouco de água as pessoas e colocando a vítima em uma posição que não sobrecarregasse a pressão nas artérias.

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Depois de alguns minutos, a idosa foi colocada em um banco do trem gentilmente pelo seu socorrista até ser levada em uma cadeira de rodas por um funcionário da Trensurb que serve a localidade.

Esta cena só pode ser revivida e contada novamente agora, visto que o diretor e produtor de filmes Ulisses Costa estava presente no mesmo vagão da mulher que passou mal na estação Rio de Sinos, o qual, posteriormente, escreveu e postou imagens do acontecido em sua página de Facebook com maiores detalhes.

O mais curioso disto tudo é que o homem que socorreu a vítima, chama-se Moussa, é um dos milhares de imigrantes que tem vindo tentar uma vida melhor no Brasil. No caso em questão, Moussa é um senegalês que trabalhou no seu país por 15 anos como enfermeiro e habita o Brasil por 18 meses, tendo conseguido atividade laboral em uma fábrica de refrigerantes da região.

Dando vazão a sua gratidão e porque não dizer espírito jornalístico, o diretor de filmes brasileiro, Ullisses Costa, aproximou-se de Moussa e o parabeniza dizendo: "que bom que tu estava aqui" (e por "aqui" compreenda: neste vagão, neste trem, nesta cidade, neste país)... seja muito bem-vindo". Costa descobriu ainda que o homem do Senegal está em busca de um emprego na sua área, que é a saúde, como enfermeiro, o que foi rapidamente confirmado por duas amigas brasileiras que estavam com o expatriado.

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O mais importante disto tudo é que uma vida foi salva, independente se por um desconhecido, que parte da sociedade preconceituosa insiste em chamar de “lixo”. Sim, os imigrantes não vêm aqui no Brasil somente para fazer o mal, roubar os empregos dos nativos, não são terroristas do Boko Haram ou Estado Islâmico. Muitos deles, como o Moussa desta história, podem e querem ser úteis, como, por exemplo, salvando vidas e contribuindo para um mundo melhor, mesmo que os países deles com seus familiares vivam um verdadeiro caos de incerteza, pobreza e violência.

Obrigado senhor Moussa do Senegal pela vida que ajudou a salvar! #Opinião #Comportamento #Blasting News Brasil