O Tribunal Superior Eleitoral vive um dilema. Se aceitar passivamente as estratégias usadas pelo PT para reeleger a presidente Dilma, passará de instância máxima da democracia brasileira para conivente com aquilo que é claramente uma prática criminosa e merece a mais grave das sanções: a impugnação da chapa PT–PMDB que reelegeu Dilma e Temer.

Michel Temer está conformado com a confirmação desta possibilidade, em sua fala que repercutiu enormemente na mídia, disse que a presidente Dilma não se sustenta no #Governo por mais três anos e meio com a popularidade de hoje (7%). Isto é um fato. Dificilmente este governo chegará ao final deste mandato sem que seja ou impedido ou impugnado.

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O governo perde a basa aliada 

Às forças que trabalham com este propósito vem se somando a cada dia em maior número integrantes da própria base aliada do governo. Não obstante isto, a classe empresarial há muito já se decidiu por esperar para ver e cortou integralmente suas projeções de investimentos. Demissões se ampliam e a arrecadação cai, o dólar dispara e eleva os preços dos produtos importados que regulam a demanda interna.

O efeito disto irá chegar breve às padarias cujo principal insumo é importado, farinha de trigo. O governo se não bastasse seu festival de besteiras, apresenta um orçamento com déficit, e decide por elevar impostos. Rodrigo Janot, procurador-geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar irregularidades nas campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e da presidente Dilma Rousseff em 2010 e 2014 com base nos depoimentos do dono da UTC, Ricardo Pessoa que em delação premiada, detalhou pagamentos feitos a campanhas políticas fruto dos desvios na Petrobras, mas declaradas como se fossem “doações legais”.

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Em repetidas notas o PT disse que “todas as doações que recebeu foram realizadas estritamente dentro dos parâmetros legais e foram declaradas à Justiça Eleitoral”. Disso poucos duvidam, o que está em dúvida se é que ela ainda existe, é a legitimidade, e a legalidade deste dinheiro.

A delação premiada exige provas de quem a faz, portanto é certo afirmar que Ricardo Pessoa, não sendo um obtuso, não faria uma afirmação para a qual não tem provas. O fato de que tais denúncias existam seriam o que basta para que o governo inteiro caísse. Rodrigo Janot que foi criticado pelo ministro Gilmar Mendes ao ter arquivado seu pedido de investigação dos indícios de crimes eleitorais ligados á gráfica VTPB.  A fundamentação deste enviado ao STF é a delação de Ricardo Pessoa e não a prestação de contas da campanha da presidente e é justamente esta a questão que paira sobre o TSE.

Insustentável

Insustentável, é a manutenção no poder de uma presidente eleita com dinheiro roubado. O TSE não faria mais do que cumprir sua obrigação cassando o diploma da ora presidente Dilma Rousseff. A Rodrigo Janot como Procurador-Geral da República cabe denunciar ao STF, ele tem feito, muito embora continue parecendo um “favor” ao Palácio do Planalto o arquivamento das denúncias sobre a gráfica VTPB.

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O TSE não pode mais protelar o efeito que o conhecimento do fato de haver a Campanha de Dilma Rousseff e por conseqüência do PT ter sido feita com dinheiro roubado. Este protelamento é um desserviço ao Brasil. Esta apuração e suas consequências tem de se manifestar o mais rapidamente possível. O TSE não pode legitimar o uso de dinheiro roubado nas campanhas do PT ou de qualquer outro partido, sob pena de ter de mudar seu nome para Lavanderia Brasil.   #Crise #Corrupção