No mês passado, as denúncias de corrupção envolvendo a prefeita da cidade de Bom Jardim, no Maranhão, Lidiane Leite tomaram as páginas dos principais veículos de comunicação no Brasil e no mundo.

A prefeita, que ficou conhecida nas redes sociais como “Prefeita Ostentação”, foi acusada de desvio de dinheiro público por uma operação da Polícia Federal que investiga a prestação de contas e o uso da máquina administrativa em municípios brasileiros.

No entanto, o caso tomou proporções na mídia nacional e internacional, não apenas porque a prefeita estava desviando dinheiro da merenda escolar no município, mas porque, enquanto tirava dinheiro da educação, ela ostentava roupas, sapatos, carros e cirurgias plásticas nas redes sociais.

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Por isso, o apelido “Prefeita Ostentação”. Um comentário da MSN Portugal no Facebook dizia: “A prefeita Lidiane desvia dinheiro e provoca o povo nas redes sociais”. Outro post com a foto dela dizia: “Procura-se: Desarmada e Perigosa”.

O caso de corrupção em Bom Jardim não nos faz refletir apenas a corrupção endêmica que se espalhou pelo Brasil, mas também o papel que as redes sociais assumiram em nossa sociedade. Estudos sobre as novas tecnologias da informação mostram que hoje, por meio das redes sociais, qualquer um pode se tornar uma “celebridade”, basta ter um grande número de seguidores.

Pesquisas recentes também evidenciam a existência de uma relação direta entre o uso de redes sociais e o narcisismo. Um estudo desenvolvido pela San Diego State University descobriu que 57% dos alunos entrevistados acreditam que os jovens hoje usam as redes sociais como forma de se autopromoverem e buscarem atenção.

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Além disso, outros 40% dos jovens entrevistados acreditam que autopromoção, narcisismo, super confiança e busca por atenção é uma forma de se suceder em um mundo tão competitivo.

O ambiente das redes sociais é propício para que jovens e adultos busquem tais objetivos. Contudo, seria um pouco de autoconfiança e narcisismo tão prejudiciais? Talvez não, mas o episódio promovido por Lidiane Leite mostra que essas campanhas narcisistas certamente não conseguem sempre promover empatia com o público, especialmente no mundo político. #Opinião #Comportamento #Blasting News Brasil