O Brasil é conhecido por suas belezas naturais e hospitalidade, mas é também conhecido por ter um povo gentil, hospitaleiro e de bem com a vida. O que mais se fala lá no ‘estrangeiro’, é de como as pessoas por aqui têm a mente aberta e aceitam tudo. Ou, quase tudo.

Em Palmas, a capital do Tocantins, não é diferente. Os visitantes se maravilham com a natureza que existe no estado e com um dos mais lindos pôr do sol do país. Mas como nem tudo é um 'mar de rosas', as políticas públicas para minorias estão sendo deixadas de lado por influência da bancada evangélica, que há dentro da Assembleia Legislativa do Estado e usa argumentos como: "a família tradicional deve ser preservada", ou, "como vou explicar isso para as criança?".

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Ora, se sabe que hoje crianças aprendem muito mais nas ruas do que em casa ou nas escolas, que, diga-se de passagem, não andam lá essas coisas com relação a qualidade de ensino e estrutura física. O que sem vê em Palmas são pessoas reclamando de tudo, do calor, do mau atendimento no comércio, da falta de educação das pessoas e de políticos que não nos representam. Claro, não representam a minoria, LGBTs, Negros, etc. Uma novela que promete durar anos e anos, se algo não for feito para que haja uma mudança política estadual.

No último dia (30), para celebrar o 'Dia da Visibilidade Lésbica', um coletivo realizava a mostra de um documentário e amostra de fotos, em um parque público em Palmas. Logo, a Guarda Metropolitana insistiu que o grupo deixasse o local, porque um pai de família teria denunciado o evento, falando que imagens obscenas estariam sendo mostradas em um projetor no local.

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O pessoal que ali se encontrava argumentou, contra argumentou e, por fim, depois de saberem que o evento estava sendo realizado em parceria com a Prefeitura, elas puderam continuar no local até o fim do debate.

Outra situação, a 'Parada Gay' de Palmas também não pôde passar na maior avenida da capital, a Theotônio Segurado, que corta toda a cidade. Já a 'Marcha Para Jesus' percorreu quase toda a avenida. 

Reflexão

A capital mais nova do Brasil parece passar por uma crise econômica, cultural, étnica-racial e sexual. Festas como o Carnaval, que já foi uma das mais conhecidas do Brasil, agora dá espaço a uma nova roupagem da festa, o “Carnaval Gospel”, que já faz parte da programação de Palmas desde 2014.

A cidade parece nadar contra a correnteza. Ela se desenvolve e, em contrapartida, seu povo volta no tempo, e se torna a cada dia mais retrógrado. O desfecho dessa novela não se sabe, o que se sabe é que muito sangue ainda será derramado no Brasil, gigante pela própria natureza, onde os campos florescem até que se entendam que essa pátria amada, idolatrada, salve, salve, aceite os filhos dessa terra risonha e límpida. #Opinião #Religião #Comportamento