Em seminário sobre “reforma política e combate à corrupção” realizado em Fortaleza-CE, João Pedro Stédile disse "eles não sabem, mas nós já estamos em Cuba”.

A declaração se deu como resposta às palavras de ordem proferidas contra ele, quando desembarcava no aeroporto dias antes.

No vídeo, Stédile comemora o fato de que 580 brasileiros pobres teriam sido formados pela Universidade Latino Americana de Medicina (Cuba), dos quais 58 seriam egressos do MST.

Fez algumas provocações contra seus opositores, quando disse, por exemplo, que “haveria mais médicos brasileiros negros formados em Cuba do que no próprio Brasil”.

Depois fez várias críticas aos seus adversários, usando de preconceito de classe e incitação ao ódio.

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Criticou o que chamou de “nossa burguesia” que, segundo ele, teria “raiva de pobre, raiva de negro e raiva de tudo” e que ela (“a burguesia”) não tinha ainda “saído da Casa Grande”.

Ironizou o fato de ter sido chamado de “comunista”, e disse que seus os opositores não sabiam o que é ser “comunista”, mas apenas sabiam o era ser “egoísta”, “segregador” e “capitalista”.

A declaração de Stedile alimenta as acusações dos opositores de que o Partido dos Trabalhadores teria dado um "golpe branco", ao ocupar a máquina estatal e setores da sociedade civil, de forma que seria quase impossível desalojá-los do poder. 

Opositores do MST e do PT acusam a esquerda de ter ocupado sindicatos, CNBB, OAB, tribunais superiores, associações estudantis e também a máquina estatal com pessoas  que comprometidas com ideais socialistas.

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No caso do legislativo, a oposição acusa a esquerda de corromper deputados e promover a degradação da instituição que deveria ser o grande fiscal do Executivo e representar realmente os interesses populares.

Nos últimos dias, o MST figurou nas manchetes por conta de uma grande apreensão de armas e munições num de seus acampamentos.

O seminário foi realizado na Casa Amarela Eusélio Oliveira da Universidade Federal do Ceará, e a plateia era formada delegados de entidades de trabalhadores, estudantes e militantes. #Corrupção #Reforma política #Protestos no Brasil