Lançado em 2009, em São Francisco (EUA), o aplicativo UBER tinha como objetivo inicial a locação de carros de luxo para o serviço de táxi, mas com sucessivas injeções de capital o software é hoje uma E-hailing que vale cerca de US$ 51 bilhões.

E-hailing, forma como se solicita um serviço de táxi através de um smartphones ou um tablet, oferece diversas vantagens em relação ao serviço tradicional, como a facilidade de pagamento com a utilização de cartão de crédito, a frota mais nova e mais luxuosa, rapidez e confiabilidade.

Mas apesar das melhores ofertas de qualidade e preço, a forma como o serviço é oferecido não recebeu boa aceitação por onde chegou.

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No Brasil, foi inaugurado em 2014 na cidade do Rio de Janeiro, e na mesma velocidade que ganhava adeptos e clientes fiéis a qualidade do serviço, via seus motoristas sendo ameaçados pelos taxistas.

O grande desafio da nova categoria é a alegação dos taxistas de que o UBER e seus motoristas cadastrados desrespeitam a legislação por não ter as licenças exigidas dos profissionais de transporte. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Cooperativas de Táxis, Edmilson Americano: "O aplicativo favorece o exercício ilegal da profissão, já que os motoristas cadastrados não tem licença para prestar o serviço de transporte".

Os maiores prejudicados pelo novo serviço seriam os empresários que detém o mercado de táxi nas grandes capitais, alugando seus veículos por valores que podem chegar a R$ 3 mil mensais e que veriam seus profissionais migrarem para os veículos próprios.

Mas há quem entenda que brigar contra o aplicativo é uma luta perdida, e faz a comparação com o serviço semelhante que é oferecido pelo aplicativo Airbnb, que é voltado para a hospedagem de turistas e que foi uma ferramenta muito utilizada no Rio de Janeiro durante a Copa.

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Para o presidente do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Vinicius Marques de Carvalho, inibir aplicativos de compartilhamento é um erro.

As Associações de Taxistas estão sendo investigadas pelo órgão por estarem infringindo a lei da livre concorrência ao tentar proibir o UBER no Brasil. 

O resultado dessa disputa, assim como em todo o mundo, deverá trazer ao Brasil a melhora no serviço de transporte muito mais rápido do que a concorrência somente entre os táxis tradicionais traria e, com isso, outros serviços no país, prevendo a entrada de novas plataformas, já se adiantam em sua profissionalização. #Trabalho #Opinião #Blasting News Brasil