O marco histórico que marcou o ano de 1977 foi o reconhecimento pela União das Nações Unidas do dia 08 de março como o Dia Internacional da Mulher, em memória e respeito a tragédia que ocorreu segundo dados do site Wikipedia: após uma manifestação das operárias do setor têxtil nova-iorquino ocorrida em 8 de março de 1857 (segundo outras versões, em 1908), quando trabalhadoras ocuparam uma fábrica, em protesto contra as más condições de trabalho.

A manifestação teria sido reprimida com extrema violência. Segundo essa versão, as operárias foram trancadas dentro do prédio, o qual foi, então, incendiado. Em consequência, cerca de 130 mulheres morreram.  Segundo dados do blog 'marcha mundial' das mulheres, o Brasil é um pais em que uma mulher é estrupada a cada quatro minutos.

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Indiscutivelmente, a igualdade de direitos vai além de salários e oportunidades equiparados aos homens, infelizmente ela aborda o direito de existir como ser humano.

No artigo referente ao novo formato da Revista Playboy, o Brasil ainda é uma incógnita sobre esse novo modelo da revista, nos levando a refletir até que ponto evoluímos como povo e o que Ser Mulher é este que demanda de ações para que direitos básicos como a liberdade de ir e vir sejam respeitados dependem de projetos e leis como a do vagão Feminino exclusivo no metrô ou no trem, onde podemos citar como exemplo a cidade do Rio de Janeiro. 

Historicamente a feminista Lélia Gonzalez, que aborda a questão do feminismo relacionado a mulher negra e nos faz refletir sobre o processo de construção de nosso país, onde em reportagem do blog blogueiras negras, ela coloca que o grande contingente de brasileiros mestiços resultou de estupro, de manipulação sexual da escrava.

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Por isso existem os preconceitos e os mitos relativos a mulher negra: de que ela é mulher fácil, de que é boa de cama. 

Até que ponto evoluímos neste processo? E como encaramos esse fato? Recentemente, num programa de televisão, o rapper Emicida desabafou sobre a cultura da opressão no Brasil, do oprimido ficar calado se sentindo errado, da garota ser estrupada e a culpa ser dela porque usava uma minissaia. Isso é uma doença. Precisa ser combatido!

Segundo reportagem que circula nas redes sociais, um funcionário em um hospital disse a uma menina de 4 anos que foi agredida seriamente na escola por um garoto: "aposto que ele tem uma quedinha por você". O machismo é uma doença que precisa ser combatida e, como toda doença, o doente tem que se enxergar doente para buscar tratamento. Vivemos numa sociedade doente que nem se enxerga como tal. Será que refletimos até que ponto é agradável para uma mulher ser abordada na rua e ouvir expressões como: 'bonitinha', 'gostosa' ou 'ê lá em casa'? O que isso implica psicologicamente falando? 

Mundialmente, não é muito diferente não.

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Na a África, por exemplo, segundo matéria do portal R7, as mulheres achatam os seios para parecerem ser menos femininas e evitar serem estupradas. Nos EUA, Jannifer Lawernce, atriz do filme 'Jogos Vorazes', criticou, em material recente publicado no site Catraca Livre, o fato das mulheres ganharem 30% a menos do que os homens em Hollywood.

Imagens de um site da internet mostram uma mulher egípcia nua menstruando e defecando na bandeira do estado islâmico, em repúdio a exploração das mulheres que vivem em regimes islâmicos fundamentalistas. Pior que se perguntar quantas mulheres estão sendo caladas frente a uma série de barbaridades é se perguntar porque todos nós nos calamos? #Opinião #Crime