A luta pelo restante dos recursos naturais no Brasil e no mundo está se tornando mais assassina. Um relatório de 2011 revela que um ativista ambiental foi morto a cada semana em terras brasileiras. Já no ano de 2014, o país foi considerado o mais perigoso para ser um militante ambiental. 

O número de mortes de advogados, líderes comunitários e jornalistas envolvidos na proteção das florestas, rios e terra aumentou dramaticamente nos últimos três anos, disse a Global Witness, em seu relatório divulgado no começo do ano em Londres

Mas o Brasil não fica atrás comparado aos vizinhos latino-americanos. De cada quatro mortes relacionadas com o ambientalismo, três ocorrem na região da America Latina, sendo considerada a região mais perigosa do mundo. 

O grupo instou os líderes no Rio de Janeiro de estabelecer sistemas para monitorar e combater a violência crescente, que em muitos casos envolve governos e empresas estrangeiras, e para reduzir as pressões de consumo que estão impulsionando o desenvolvimento em áreas remotas. "Esta tendência aponta para a batalha global cada vez mais acirrada por recursos, e representa a mais acentuada de serviços de despertador para delegados no Rio", disse Billy Kyte, um militante da Global Witness.

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O grupo reconhece que os seus resultados são incompletos e enviada em direção a determinados países porque a informação é fragmentada e muitas vezes ausente. Isso significa que o número é susceptível de ser mais elevado do que os resultados obtidos, que não incluem as mortes relacionadas a conflitos transfronteiriços, motivadas por competição por recursos naturais, e que lutam sobre gás e petróleo.

O Brasil registrou quase metade das mortes em todo o mundo, a maioria das quais foram conectadas ao desmatamento ilegal por madeireiros e fazendeiros na Amazônia e outras áreas remotas, muitas vezes descrito como o "Oeste Selvagem". Entre os casos mais recentes, está o assassinato de dois conhecidos ativistas da Amazônia, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo. Tais são os riscos que dezenas de outros ativistas e informantes estão agora sob a proteção do Estado.

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Diferentemente da maioria dos países da lista, no entanto, o número de homicídios no Brasil diminuiu ligeiramente, talvez porque o governo está a fazer um esforço maior para intervir em casos de desmatamento.

Embora Brasil, Peru e Colômbia têm relatado altas taxas de morte nos últimos 10 anos, esta é, em parte porque eles são relativamente transparentes sobre o problema, graças a fortes grupos da sociedade civil, organizações de mídia, e grupos ligados a igreja, nomeados como Comissão de Terras Católica no Brasil, que pode monitorar tais crimes. 

Em dezembro de 2011, o relator especial da ONU sobre direitos humanos observou: "Defensores trabalhando em questões fundiárias e ambientais em relação com as indústrias extractivas e projetos de construção e desenvolvimento nas Américas enfrentam o maior risco de morte como resultado de suas atividades de direitos humanos". #Amazonas #Crime #Blasting News Brasil