A associação entre consumo de substâncias psicoativas e depressão é muito comum, podendo induzir ou mesmo agravar sintomas depressivos, bem como os próprios quadros depressivos podem favorecer a ingestão de tais substâncias.

A presença de comorbidade provoca prejuízo no funcionamento adaptativo, com sérias repercussões psicossociais, aumentando o risco de suicídio. Esse conflito de pulsão de morte e vida é descrito pela psicanálise como uma maneira de matar a vivência dolorosa.

São considerados fatores de risco capazes de influenciar na eclosão e manutenção dos transtornos depressivos: medos, conflitos internos, traumas, fobias, história familiar de depressão, desempenho escolar pobre, episódios depressivos prévios, conflito familiar, incerteza quanto à orientação sexual, situações estressantes habituais da adolescência, relativas às mudanças físicas e psíquicas, busca da identidade e de autonomia e o relacionamento com os pares e grupos.

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Tentando fugir dos sintomas da depressão, os indivíduos tendem naturalmente a migrar para o uso de drogas lícitas ou ilícitas. A maior incidência de comorbidade ocorre nos homens jovens com idade variando entre os 14 aos 35 anos. Como a incidência nas mulheres dependentes químicas é pequena em proporção aos homens, as estatísticas de depressão tendem a ser menores no público masculino, devido a patologia que o induz ao vício encontrar-se dissimulada.

Os usuários adormecem a própria consciência em busca de uma satisfação utópica. Entretanto, as questões que causam as depressões permanecem e intensificam internamente o sentimento de culpa, de inutilidade, de vazio, de impotência, inércia e demais desequilíbrios emocionais.

Como a fuga à resolução das questões ligadas à origem da depressão através da dependência química não obtém êxito constante, age inversamente, aumentando a propensão de se optar pelo suicídio como a única saída.

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 A 'drogadição' pode ser considerada um mecanismo inconsciente de tentativa de suicídio determinado pela depressão. Quando há comorbidade, é necessário o desenvolvimento da consciência crítica e o conhecimento das verdadeiras causas que levaram o indivíduo a dependência e aos desequilíbrios emocionais.

O diagnóstico precoce permite a utilização de ferramentas adequadas para ajudar o usuário a vencer o instinto da morte e a descobrir seus verdadeiros sentimentos, tornando-o capaz de enfrentar suas dificuldades e desfrutar uma vida com qualidade. #Família #Comportamento #Blasting News Brasil