Enfatiza-se que a #Educação da 'Pátria Educadora', apesar dos holofotes da propaganda governamental, 'vai de mal a pior'. Há algo de estranho com a política educacional brasileira.

Apesar do marketing o negar, o cotidiano escolar é outro. Sem duvida não se refere ao quadro profissional que se tem qualificado, mesmo sem incentivo governamental. A sala de aula, além de professores graduados, consta com muitos especialistas, mestres e doutores.

Mas esses profissionais sofrem um verdadeiro ataque. Sai na mídia um post de criança em crise, desmontando e destruindo uma sala de aula diante da ineficiência de profissionais que apenas olhavam, e alguns a agrediam com gritos e ameaças.

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Há um tempo atrás, outro em que um adolescente chegava a bater na face da professora. Presencia-se alunos que desautorizam professores e criam, até, falsas histórias sobre determinados professores. Presenciamos ao longo desse ano um vídeo de uma aluna em sala de aula a efetuar sexo oral com aluno enquanto o professor explanava. Coisas da tecnologia e da liberdade cada vez mais divulgada na sociedade contemporânea a que poderíamos dar vivas; afinal, de todo um ideal de liberdades, entre elas a sexual chegou.

Muito embora causa espanto que não saibamos qual o limite de tamanha 'liberdade''. E é liberdade? Essa independência do ser humano, esse poder de ter autonomia e espontaneidade, a que preço?

Em Maracanaú pode-se observar um sistema de um sistema de educaçao fadado ao fracasso. Há um forte equivoco no que tange à avaliação contínua.

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Não se tem como um somatório de aquisição de competências ou habilidades, ainda que professem; pelo contrário, há um método de progressão automática que acarreta um desinteresse nos alunos, não enquanto estudantes, mas no sentido literal da palavra.

Um adolescente no 7º ano do ensino fundamental, no ano de 2014, ao ser solicitado pelo professor à sentar e prestar atenção na aula, questionou: para quê? O professor novo insistiu que seria para que ele tivesse melhor resultado em seu aprendizado e assim poder passar de ano, a surpresa veio da resposta do aluno que afirmou que não precisava, pois, ali naquela #Escola eles passam de qualquer maneira no final do ano. O professor, ainda insistindo, retrucou que com ele não seria daquela forma, mas, mero engano. O professor encontrou com o aluno no ano seguinte, no 8ª. 

O que ocorre é um fenômeno imoral e poderia ser considerado criminoso, pois vicia os jovens na sensação de que o esforço não é necessário. O ensino-aprendizagem é uma questão de esforço, repetição e prática.

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Não é algo inato, como se acreditou no passado. A coordenadora pedagógica de outra escola, ao coagir um professor a aprovar um aluno faltoso e sem apreensão das competências e habilidades necessárias afirmou que, se aquele jovem passou a vida escolar inteira daquela forma e não 'acordou', a chegada à vida "lá fora" o acordará. O 'estudante' foi progredido para o Ensino Médio.

No intuito, e de olho nos dados do IDEB que leva em consideração um quantitativo em deprimento ao qualitativo, ou no caso os dois, vê-se diretores e coordenadores numa literal caçada aos alunos/as que constam na lista de matrículas, mas encontram-se evadidos. Diretores orgulhosos de retirar alunos/as de 'baixo da cama' para fazer a prova Brasil. Leva-se em conta as disciplinas de português e matemática. A forma de mascarar o índice é a aprovação automática no final do ano em que é forjado um conselho de classe, no qual coordenadores sob orientação da SME coagem os professores a aprovar o máximo de alunos, independentemente de estarem ou não capacitados.

As condições de estímulo ao aluno são precárias; não tem porque dedicar a algo que se pode alcançar de graça. A educação na pátria educadora vai para o brejo! Não pelos profissionais que são altamente capacitados, mas pela tendência ao ócio não produtivo e a alienação do Estado aos seus. Os recursos ligados aos índice são mais preciosos que os objetivos da "skholè"; precisa-se mudar os rumos. #Governo