Em toda a mídia televisiva e em jornais eletrônicos do Brasil e do mundo, tomou-se conhecimento das atitudes agressivas de que foi vítima uma menina negra de apenas 14 anos de idade, do estado da Carolina do Sul, Estados Unidos. Nesse caso, seu agressor é um policial militar branco que,  no interior da sala de aula, na frente da professora e de todos os alunos, usando de atitudes impróprias, retirou a estudante algemada, levando-a para delegacia. O vídeo mostra um oficial numa escola na Carolina do Sul jogando estudante no chão.

Quanta brutalidade! E o argumento foi de que a estudante estaria "perturbando" a aula naquele momento, sendo a medida coercitiva a melhor maneira de resolver a questão.

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Todavia, à luz da sabedoria humanista e educativa, em tempos contemporâneos, em pleno século XXI, não é encontrada qualquer referência de educadores conhecidos, no universo educacional, que façam a indicação dessa medida como uma forma de corrigir problemas que possam surgir no decorrer da prática docente.

Por outro lado, esse tipo de atitude do policial norte americano parece ser natural nos Estados Unidos, o que claramente permite uma reflexão de se estar formando uma geração futura de pessoas cada vez mais violentas, transformando um dos pilares da democracia mundial numa nação de bárbaros. Com esse fato, mais ainda, ampliam-se as discussões da discriminação racial, deixando claro que a existência nos Estados Unidos de uma forte tendência à segregação de negros, mesmo em tempos de sentimentos humanos de paz e fraternidade. 

Ao recordar-se do ilustre educador brasileiro Paulo Freire, que com propriedade fez importantes colocações sobre o universo do aprendizado e da docência nos espaços da escola, cujos sábios pensamentos são tão difundidos em todo o mundo, têm-se como pertinente para esse caso:  "Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a #Educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda."

Assim, à luz das pontuais considerações do grande educador, percebe-se uma grave falha em todo o processo de abordagem da adolescente, por parte do policial.

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Primeiro, se havia um #Comportamento inadequado da estudante, a literatura pedagógica norteia que a professora proceda ao encaminhamento do aluno para um atendimento psicopedagógico, por parte da coordenação pedagógica e, inclusive, solicitação do comparecimento dos pais. Segundo, nunca aplicar a #Violência como medida de correção. A educação tem que ser amorosa e compartilhada entre a escola x aluno x pais, pois violência gera violência.

Por conseguinte, o grande Martin Luther King, que deixou sábios escritos sobre a vida e as dificuldades enfrentadas pelos negros em seu país, registrando suas reflexões de muitas formas, como esse pensamento que é bem lembrado nas questões raciais: " Aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mais não aprendemos a viver como irmãos."  Esse grande homem foi duramente criticado, havendo no final sido morto, devido aos seus ideais de luta contra o racismo. Afinal, o preconceito é a perdição de uma nação.

Finalmente, repudia-se a brutalidade cometida  pelo policial militar branco contra a menina negra em todos os sentidos, quanto mais num espaço sagrado e democrático que é a sala de aula de uma escola, esteja essa em qualquer país que se encontre.

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Nesse caso, espera-se punição severa para esse policial agressor e a reparação dos danos causados, a fim de que sirva de exemplo à sociedade e fatos dessa natureza não venha mais a ser motivo de tanta indignação.