Nos últimos meses, o mundo voltou (na verdade, começou) a olhar atentamente para a Síria, devido ao enorme número de refugiados chegando a Europa diariamente. Este acontecimento já passou a ser chamado de ‘a maior crise humanitária desde o final da II Guerra Mundial’.

Porém, a Guerra da Síria só voltou aos holofotes mundiais, de fato, porque agora a Europa e países do ocidente estão se sentindo “atingidos”, devido ao grande fluxo de refugiados oriundos da Síria (só nas últimas semanas cerca de 60 mil imigrantes chegaram às praias gregas). 

A população síria é composta por 22 milhões de pessoas, e estima-se que dessas, 4 milhões já abandonaram suas casas. Muito se fala do grande número de refugiados chegando à Europa, mas, vale lembrar que Turquia e Líbano recebem o maior número de refugiados - pois fazem fronteira com a Síria.

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Oficialmente, o Brasil é o país latino-americano que mais recebeu refugiados, sendo mais de 2 mil desde 2011.

E qual foi o estopim para o início da guerra civil Síria?

A Guerra na Síria teve início no começo de 2011 com a Primavera Árabe - movimento que começou na Tunísia e logo se estendeu por vários países do mundo árabe (sendo eles do norte da África e do Oriente Médio), nela as populações locais realizaram intensas manifestações contra seus governantes ditatoriais que estão há décadas no governo.

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Quando o movimento chegou na Síria, o povo saiu às ruas pedindo democracia e o fim do governo de Bashar Al Assad - que governa o país desde 2000, sendo que seu antecessor era o seu pai, Hafez Assad, que governou o país por mais de 30 anos.

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Ou seja, a Primavera Árabe trouxe ao povo sírio coragem para lutar contra a ditadura Assad.

Com o estopim da Primavera Árabe na Síria, o governo Assad reprimiu os manifestantes de forma brusca, com muita violência, e fez com que estourasse uma guerra civil dentro do país, composta de um lado pelo exército de Bashar Al Assad (que tem como apoio os combatentes libaneses do Hezbollah), e do outro o Exército Livre da Síria (composto por militantes civis que lutam contra a ditadura de Assad).

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E nos últimos anos, surgiu mais um agravante no país, o grupo terrorista e extremista Estado Islâmico, se instalou e passou a controlar o norte da Síria, na fronteira do país com o Iraque. O conflito interno no país já tomou proporções enormes, estima-se que já morreram mais 250 mil sírios. É sob essas circunstâncias que saem os milhares de refugiados que estão batendo hoje na porta da Europa. 

É esse o contexto da Síria atualmente, e é por isso que o mundo (leia-se: os xenofóbicos e ignorantes que dizem não querer “árabes” em seus países) precisa entender de uma vez por todas que não se trata apenas de imigrantes sírios que estão deixando seu país para buscar uma qualidade de vida melhor.

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Não! São pessoas que estão fugindo de guerra, de torturas, de massacres, de lugares que são constantemente bombardeados, de terroristas que usam a religião como desculpa para cometer atrocidades, são lugares onde não há mais expectativa de sobrevivência. #Opinião #Blasting News Brasil #Crise migratória