No dia 06 de outubro o prefeito Fernando Haddad recebeu em seu gabinete uma comissão formada por representantes de taxistas, entre eles, Natalício Bezerra presidente do Sindicato dos Taxistas(Sinditaxi). A reunião foi para ouvir o lado dos taxistas, pois anteriormente na segunda-feira (5),  já havia recebido os representantes do aplicativo Uber.

Bezzera ao sair da reunião com Haddad demonstrou confiança em depoimentos aos jornalistas, disse: "Ele falou que vai nos atender, que tem uma admiração muito grande pela categoria e não vai deixar mais de 30 mil pais de família numa situação difícil. Confio no prefeito",  com estas palavras os taxistas podem  se sentir aliviados.

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O que Haddad pretende fazer é regulamentar a utilização do aplicativo, com a aplicação de taxas e também criar uma nova bandeira tarifária no serviço de táxi para o município de São Paulo. Com isso, é claro que “quem paga o pato” são os consumidores destes serviços, que acabam por serem obrigados a pagar mais por aquilo que antes não precisavam pagar, e por hora têm a opinião calada.

O desencadeamento desta discussão começou com uma forte repercussão do assunto no Rio de Janeiro e se alastrou por todas as capitais brasileiras. Hoje as consequências deste conflito atingem, não só os consumidores do serviço mas também os próprios taxistas, visto que uma vez aplicada a decisão do prefeito Haddad as tarifas e taxas serão impostas tanto aos consumidores quanto aos prestadores de serviço, e o cliente acabará optando por transportes mais econômicos (bicicleta, ônibus coletivo, metro e trens) tendo em vista a crise econômica que passamos.

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Enquanto os taxistas paralisam as ruas para reivindicar direitos que já possuem, a posição da Uber é neutra e cautelosa pois afirmou que só irá se manifestar após Haddad tomar sua decisão. De certo há embasamento legal para que a Uber ganhe este processo em estâncias superiores da justiça, e para isso precisam manter uma conduta ilibada até o julgamento final.

O consumidor, mais do que os taxistas e o próprio Uber, são os que detém o direito à decisão neste caso, pois são os principais afetados com tais mudanças. #Desemprego #Legislação #Protestos no Brasil