O governador paulista Geraldo Alckmin  (PSDB) sanciona, nesta quinta-feira (19), o projeto de lei que institui o Dia Estadual da Marcha para Jesus. Pela Lei, a comemoração deverá ocorrer sempre no feriado de Corpus Christi.

A solenidade contará com a presença de líderes evangélicos, incluindo o apóstolo Estevam Hernandes, presidente da “Marcha Para Jesus” no Brasil.

Em 2009, o então presidente Luis Inácio Lula da Silva, instituiu a Lei Federal da Marcha Para Jesus, que determina que o evento aconteça anualmente no primeiro sábado, 60 dias após o feriado da Páscoa.

Dois anos antes, Alberto Goldman, governador que substituía José Serra, criou a lei da “Marcha para Jesus” no calendário turístico oficial do Estado, mas vetou artigos aprovados pela Assembléia Legislativa.

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Um dos itens vetados foi a utilização de recursos do orçamento de São Paulo na organização do evento, organizado pela Igreja Renascer. Na época, ele justificou o veto sob a alegação de que o estado é laico e não pode direcionar recursos para eventos de qualquer #Religião.

A “Marcha para Jesus” teve origem em Londres e ocorre em diversos países. A organização cabe às igrejas evangélicas, mas a intenção é atrair diversas denominações religiosas, com o objetivo de promover a manifestação pública da fé cristã.

O evento chegou ao país em 1993 por uma iniciativa do apóstolo Estevam Hernandes, líder da Igreja Renascer em Cristo. Naquele ano, os fieis saíram da Avenida Paulista, cruzaram a Avenida Brigadeiro Luís Antônio e chegaram ao Anhangabaú para a grande concentração. Mais de 200 mil pessoas participaram da manifestação.

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Em 2015, a marcha reuniu cerca de 350 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. Cerca de 2 mil ônibus vieram de várias partes do estado.

Segundo, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os evangélicos já são 22,2% da população brasileira, ou 42,3 milhões de pessoas. Somente na cidade São Paulo são mais de 22 mil templos evangélicos. Assembleia de Deus e Igreja Universal do Reino de Deus são as denominações que possuem o maior rebanho. #Geraldo Alckmin