O #Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS), às vezes mencionado com os acrônimos na língua inglesa ISIS ou ISIL e EI, em português e espanhol, é uma organização terrorista fundamentalista religiosa, criada inicialmente no Iraque, após a queda e morte do ditador Saddam Hussein.

O Estado Islâmico foi o primeiro grupo terrorista a usar a internet e a tecnologia a seu favor. Aproveitaram da capacidade de viralização das redes sociais para divulgar mensagens, imagens e vídeos de atentados, mortes e torturas para o mundo todo.

Inicialmente, os primeiros vídeos foram ignorados e considerados fakes, por serem de alta qualidade, coisa que nunca havia acontecido na área do #Terrorismo.

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Na busca por afirmação, o grupo começou a sequestrar pessoas importantes e influentes para atrair a atenção requerida

De onde surgiu

O EI surgiu no Iraque, uma país extremamente dividido. Sua população é, em sua maioria, islâmica e sub-dividida em 60% árabe xiita, 20% árabe sunita e 20% curda sunita. Saddam Hussein, que era árabe sunita, apesar da sua crueldade com o povo curdo e xiita, conseguia controlar e manter a região estabilizada. Era o ponto de equilíbrio entre os países e os povos da região.

Após a sua morte, em 30 de dezembro de 2006, ocorreram as primeiras eleições democráticas no Iraque, após 26 anos. Com as eleições, o povo, massacrado durante anos pela ditadura, sobe ao poder e começa a retaliar a população sunita, que anteriormente estava no poder. Jalal Talabani, o presidente eleito, é de origem curda e Ibrahim al-Shiqr, o primeiro ministro, árabe xiita.

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Com a troca de poder étnico, uma parte da população árabe sunita, que antes estava no poder, se revolta e, em um sentimento de vingança, cria o Estado Islâmico, para tentar uma retomada ao poder.

Armamento e dinheiro

Como no Oriente Médio já ocorreram diversas guerras e conflitos, encontrar armamento abandonado ou no mercado negro não é uma missão muito difícil e, tendo dinheiro, a qualidade e a quantidade de armamento é melhor e maior.

O Estado Islâmico é financiado principalmente de três formas: Venda no mercado ilegal de petróleo, de água e de escravos, yazidis, uma pequena população não islâmica que vivia no Iraque.

Outra forma de financiamento são as doações feitas por pessoas que apoiam o EI e foram aliciadas via redes sociais.

Mais do que vingança

O que o EI quer vai muito além de vingança contra os xiitas e o Iraque. Além de espalhar e impor a Sharia, a lei islâmica, quer criar o seu califado, o verdadeiro Estado Islâmico, um país controlado e com seu povo formado somente por islamistas sunitas, na região do Levante, que inclui Jordânia, Israel, Palestina, Líbano, Chipre e Hatay, uma área no sul da Turquia.

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Outra área que o EI quer controlar é a Península Ibérica, área que foi controlada por muçulmanos entre os anos 711 e 1492, e que consideram totalmente legítima aos descendentes de Maomé.

É muito improvável que o Estado Islâmico consiga dominar todos estes territórios sem ser derrotado pelos países atacados e seus aliados, mas vale lembrar que, quando surgiu, ninguém considerava possível este levante de poder que o EI tem hoje. #História