O cenário da história mundial tem se alterado com uma velocidade nunca antes concebida. Os mais críticos frente aos atentados terroristas, guerras, falta de tolerância entre cidadãos e culturas diferentes, abusos econômicos, etc, têm alardeado nos últimos tempos que a inteira sociedade humana ruma a passos largos para a 3ª Guerra Mundial. Tudo isto parece encontrar apoio nos embates claros entre o Ocidente e as nações do Islã ou muçulmanas. 

Enfim, desde o fatídico 11 de setembro há um investimento de energia muito grande por parte da sociedade esclarecida (muçulmanos e não muçulmanos) de isolar o germe do fanatismo do outrora Osama Bin Laden, Al Qaeda e mais atualmente do Estado Islâmico, do comportamento pacifista de grande parte do mundo muçulmano.

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Querendo ou não, Ocidente e muçulmanos terão de conviver lado a lado e mais do que isto, interagir, se todos quiserem a continuidade da existência cordial de vida no planeta. 

Retornando um pouco mais atrás na história, em 2005, 10 caricaturas veiculadas em um jornal dinamarquês foram capazes de fazer uma reviravolta no mundo, pois ao representar o profeta Maomé de forma meio que jocosa, acabou desencadeando uma série de atritos por parte das nações muçulmanas, grupos de pessoas em fúria pelas ruas em diversos cantos do mundo, xingamentos com juras de morte ao próximo, comprovando o fosso abissal que cada vez separa mais os valores e atitudes entre o Ocidente e o universo islâmico. 

Infelizmente, o fanatismo de pessoas que se dizem religiosas, tem cerceado as probabilidades de convivência harmoniosa entre o Islã e o Ocidente.

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O professor norte-americano dos direitos humanos em Harvard, Samuel P. Huntington denominou tudo o que está acontecendo de "choque entre civilizações". Para o Islã não deve se apresentar a separação das vidas privadas ou públicas, entre política e religião, ou seja, não se pode ter estados laicos, já que Deus “dita” todas as coisas. O Ocidente por sua vez, tendo no papel de líder os EUA, invadiu o Iraque, que era uma força de equilíbrio nas regiões dos conflitos do Oriente Médio e Ásia menor sob a alegação mentirosa de haver armas químicas de destruição em massa escondidas naquele país. 

Um fator curioso que não pode ser esquecido é que não foi o #Estado Islâmico o primeiro a destruir palácios e obras arquitetônicas eleitas como patrimônio mundial da humanidade, mas, antes, tanques americanos, em ações consideradas, no mínimo sem propósito por especialistas internacionais. Tudo isto só fez aumentar o sentimento de que o Islã é sempre uma eterna vítima dos democratas do Ocidente. 

Irã, Turquia, Iraque, Síria, Líbano, Israel, Grécia, França, EUA, Rússia, China, Vaticano...

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quais desses países têm a razão ou a culpa? Os ocidentais, aqui mesmo no liberal Brasil, passam a olhar com desconfiança as mulheres de véus; vêem homens-bomba em todos os que usam barba, tem medo de seus eventuais problemas. Já alguns países árabes ou muçulmanos percebem o Ocidente de forma fantasiosa, graças às idéias pré-concebidas de poucos líderes religiosos ou mulás nas mesquitas, o que também afasta as pessoas sinceras das religiões tradicionais.

Quando soprará verdadeiramente os ventos de modernidade entre ocidentais e muçulmanos? Não há razões estruturais coerentes e verdadeiramente fortes que justifiquem a separação sem retorno das duas formas de se ver o mundo. Enfim, mais uma vez vale a verdade absoluta bastante esquecida atualmente de que nenhum povo ou raça é superior ao outro. #Europa #Guerra Civil