Passados meses do #Ataque ao jornal francês Charlie Hebdo, após publicação de charge satírica envolvendo a profeta islâmico Maomé, o governo francês se depara novamente com um massacre civil. Contudo, os ataques ocorridos na noite de 13 de novembro de 2015 concretizaram o maior ataque à França desde a Segunda Grande Guerra, deixando 129 mortos.

Vale, no entanto, verificar minuciosamente como ocorreram os diversos atentados. Cinco ataques foram contabilizados. Primeiramente, a invasão à casa de shows Bataclan, na qual ocorria um concerto de heavy metal da banda Eagles of  Death Metal. Os atiradores abriram fogo contra o público e fizeram dezenas de reféns.

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Após a invasão policial e o extermínio dos terroristas, foram contabilizadas 70 mortes. 

O bar Le Carillon foi alvo de atiradores que mataram, segundo fontes internacionais, 14 pessoas. Outro bar também foi alvo dos criminosos, o La Belle Equipe, que visualizou ao menos 19 mortes. Nas proximidades do Stade de France, três homens-bomba mataram quatro pessoas e deixaram dezenas de feridos.

O ataque à Paris gerou grande comoção internacional, importantes personalidades políticas expressaram-se sobre o ocorrido. O presidente estadunidense, Barack Obama, declarou não ser um ataque exclusivo à França, mas um ataque contra a humanidade e seus valores. A autoria dos ataques foi tomada pelo Estado Islâmico.

O presidente francês, François Hollande, declarou estado de emergência e fechou as fronteiras francesas, procurando desta forma proteger os cidadãos franceses. Hollande acredita que os ataques foram arquitetados no exterior, não obstante, crê que houvera auxílio interno para a efetivação e, sobretudo, para a coordenação dos atos. 

Vale, portanto, ressaltar que os ataques tiveram sua gênese no fundamentalismo religioso, desconsiderando, todavia, a responsabilidade islâmica.

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Atos de grupos minoritários de forma alguma devem ser utilizados como forma de julgamento para a avaliação de uma cultura tão rica como o islamismo.

Enfim, resta agora esperar e torcer para que esse ataque não abale o já abalado cenário político mundial e, sobretudo, não provoque derramamento de sangue ainda maior.

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