A grande questão agora não é discutir qual tragédia é maior ou menor. Tragédias são tragédias. Cada dor é dor! Consequências são piores e isto é o mais preocupante. Ao atacar a França, o Estado Islâmico (sim, porque é um Estado, com todas as implicações que este conceito carrega consigo, embora nem todo muçulmano ou islâmico seja um terrorista) ataca todo o Ocidente. Ressalto aqui que isto parece ser uma generalização, mas não. Apenas foco nas consequências econômicas e políticas, especialmente quando EUA e Rússia se unem e França já bombardeia a Síria.

Assim como a Grécia é o primeiro berço da Civilização Ocidental, em termos culturais, artísticos, científicos e filosóficos, a França é o solo onde todas as influências gregas um dia renasceram.

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Paris não é chamada a Cidade-Luz por acaso. O Iluminismo e a Revolução Francesa, só para citar dois exemplos, influenciaram todo o Ocidente. Nossa Constituição Brasileira não é à toa chamada de Constituição Cidadã, pois foi influenciada pela Declaração Universal dos Direitos do Homem. Segundo a Wikipédia, filósofos europeus da época do Iluminismo desenvolveram teorias da lei natural que influenciaram a adoção de documentos como a Declaração de Direitos de 1689 da Inglaterra, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789 da França e a Carta de Direitos de 1791 dos Estados Unidos.

A França dita regras em termos políticos, culturais e direitos humanitários. Viva a diferença! Liberdade, Igualdade e fraternidade! Lemas franceses. Assim, ao atacar a França, especialmente a Cidade-Luz, é como se atacassem toda a civilização ocidental, o que é simbólico.

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A Filosofia, a Teologia, a Psicologia, a Psicanálise, o Esoterismo, o Misticismo não nos deixam mentir: símbolos são carregados de significados. Até espiritualmente há um componente preocupante: a luta é contra a LUZ.

Seja lá no que cada um acredite ou não, mais do que discutirmos sobre qual a tragédia que merece mais cobertura das mídias e, mesmo tendo consciência de que há manipulação por trás de muitas informações, distorcidas, tendenciosas e com suas mensagens subliminares, é hora de focarmos nossos pensamentos e vibrá-los em mais altas frequências, emanando eflúvios de luz, paz e esperança. É, no mínimo, o que nos resta.

A imagem que ilustra este artigo se chama "As Crianças sabem da Paz", autoria de Trisha Co Reyes, 13 anos de idade, Filipinas. A adolescente foi uma das vencedoras do grande prêmio do Concurso sobre a Paz, patrocinada pelo Lions Clube Manila Centennial.  #Terrorismo #Estado Islâmico