Nesta última quarta-feira, 02, o presidente da Câmara, #Eduardo Cunha, acolheu o pedido de impeachment contra a presidente #Dilma Rousseff. Nada existiria de errado com essa ação, caso ela fosse feita para punir a presidente por crimes ou irresponsabilidades de governo. No entanto, a história não foi bem assim.

É bem conhecida a investigação das contas na Suíça que supostamente (provavelmente, na verdade), seriam de Eduardo Cunha. Esse processo gerou um pedido de cassação do mandato do deputado por parte do partido da presidente, o PT. Aí que tudo começou.

Muitos pedidos de impeachment já haviam sido enviados à Câmara e até agora engavetados por Cunha, que os utilizou para ameaçar o PT.

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Agora, a ameaça se tornou ação e um dos pedidos, o feito pelo jurista Hélio Bicudo e pelo advogado Miguel Reale, foi aferido em retaliação ao PT.

Quando um pedido de impeachment, algo que deveria ser extremamente sério, é acatado como uma espécie de vendeta pessoal por parte do presidente da Câmara dos Deputados, vê-se que a política no país já perdeu toda a seriedade.

No começo, nem vingança era. Cunha simplesmente ameaçava Dilma com o impeachment para tentar realizar uma troca: nada de impeachment para Dilma e nada de cassação para ele. Agora o trato mudou de lado, o deputado tenta arranjar apoio de partidos de oposição para realizar o impeachment da presidente, que muitos desejam, e, em troca, os novos aliados o defenderiam da cassação, pela qual o PT afirma que votará a favor no Conselho de Ética.

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Convenhamos também que o impeachment em nada mudará a péssima situação nacional. O Brasil encontra-se numa crise econômica aliada à uma crise política, tirar Dilma Rousseff do poder só inflará alguns egos da oposição. Primeiramente, caso o impeachment vá para a frente e Dilma seja afastada, quem assume não é Aécio, não é Cunha, não é qualquer político que a direita defende, sequer serão abertas eleições.

No caso de impeachment do (a) presidente da república, quem assume é o vice, na história de Dilma quem assumiria seria Michel Temer. Outro motivo é que Dilma já não tem capacidade de governar, ela sequer possui base aliada o suficiente para conseguir fazê-lo, então, o impeachment só tiraria seu lugar no poder, que ela, simplesmente, era incapaz de exercer.   #Opinião