A festa foi boa, agora é curar a ressaca e limpar o local. Isso vale tanto para a vida da bancária Fabíola, quanto para o caso em si. A festa dela, é óbvia, nem é preciso citar. A festa de quem acompanhou a explosão de visualizações e compartilhamentos do vídeo no qual Fabíola foi pega pelo marido, no motel com amante, foi grande. Ambas acabaram. A moça, segundo reportagens diversas na mídia, estaria em depressão e sem vontade alguma de sair de casa.

Na internet, agora, depois que a poeira baixou, as intervenções e mobilizações são em torno de tudo que envolveu o caso, além da traição em si. O caso seria apenas mais um de traição, não fosse o vídeo ter caído na rede e viralizado.

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Pior ainda, há supostamente vídeos íntimos da bancária. 

O que se discute agora sobre o caso da traição de Fabíola

Questão de gênero - há muitas pessoas se posicionando e pedindo que seja analisada a seguinte cena: se fosse um homem saindo de um motel com a melhor amiga da esposa, teria toda essa repercussão? Certamente seria mais um dia normal na vida virtual e nas redes sociais. Caso a esposa fizesse um escândalo e filmasse, certamente teria também um grande alcance, mas a reação das pessoas seria a mesma? O que falariam do homem? Porque se sabe o quão ofensivo foram os comentários sobre Fabíola.

Violência contra a mulher - Carlos Eduardo, o esposo, a agrediu e isso foi filmado. O que foi feito a respeito disso? Houve mobilização contrária ao ato do marido traído? Poucas pessoas, pelo menos em um primeiro momento, se posicionaram.

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Enquanto era festa, agora que é a ressaca, se vê mais posicionamentos não defendendo a atitude de Fabíola, porque isso é um assunto que só diz respeito a ela e ao marido, mas defendendo o quanto ela foi atacada. Pelo marido, que a agrediu, pelas pessoas, que mesmo sem conhecê-la a chamaram de todos os adjetivos bonitos possíveis e até mesmo pelo cinegrafista fantasma, que incitou a agressão e violência, enquanto deveria ter tentado evitar que o marido traído agredisse a esposa.

Situações como essa apenas reafirmam o que já se sabe, que vivemos ainda em uma cultura machista e patriarcal que, que pode ser muito bem representada por uma das frases de Carlos Eduardo, o marido: "Confiava demais em você, esperava qualquer coisa dela." Isso ele falando da mulher com quem é casado e  tem dois filhos. Fabíola não está certa, mas o marido também não.

O que se pode esperar é que essa ressaca passe logo, afinal, ser exposto dessa forma, pode acabar com a autoestima de qualquer ser humano.

O leitor, quer opinar sobre o ocorrido? Deixe a sua #Opinião nos comentários. #Curiosidades