Reeleito com maioria absoluta dos votos no primeiro turno das eleições de 2014 para continuar a frente do governo do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pode, aos poucos, está cometendo um suicídio político.

Apontado por muitos como o principal nome da legenda tucana para disputar o pleito presidencial em 2018, Alckmin assiste sua reputação e popularidade descer rio Tietê abaixo.

Uma pesquisa do Instituto Datafolha divulgada na última sexta-feira, 4, apontou que #Geraldo Alckmin enfrenta a sua maior reprovação e menor aprovação em quatro mandatos do governador à frente do Estado.

Ao todo, 30% dos paulistas classificam o desempenho do tucano como ruim ou péssimo ante 28% do eleitorado que considera o desempenho do governador ótimo ou bom, a menor aprovação de Alckmin.

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O governador e toda sua equipe sabiam que a proposta de reorganização escolar no estado, que visava fechar mais de 90 escolas, iria causar transtorno e desgaste à sua imagem. Contudo, eles não esperavam que a bola de neve crescesse a tal ponto, tomando proporções inimagináveis.

O governador não esperava uma resposta tão corajosa dos estudantes da rede pública de ensino, que em atitude heroica e histórica, lutaram pelo não esfacelamento da #Educação estadual, da qual o próprio ex-secretário de educação, Herman Voorwald, afirmou se “envergonhar”.

As medidas inconsequentes do tucano endossam o histórico de aversão que o PSDB tem com a educação. Basta recordar escândalos recentes de políticos do partido, que declararam ‘guerra’ aos professores.

Em abril, o governador Beto Richa protagonizou um massacre aos docentes que chocou o país. O próprio Alckmin em São Paulo já patrocinou o espancamento gratuito aos professores.

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Teotônio Vilela, que até 2014 era governador de Alagoas, foi responsável por declinar a educação daquele estado, fazendo-a chegar, literalmente, no fundo do poço. Desde a não contratação de docentes a escolas mal cuidadas, alunos concluem o ensino médio sem o cumprimento da carga horária de matérias essenciais, como português e física.

 Como escreveu sabiamente um internauta em uma rede social, “é interessante notar que o PSDB começou o ano batendo em professor no Paraná e finda o ano batendo em alunos (a maioria menor de idade) em São Paulo”.

Contudo, o importante é que, mesmo sob paus, bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e até cachorros, a educação resiste.

Sob ataques covardes e abuso de poder da polícia militar, os jovens estudantes secundaristas deram uma aula de democracia e de apropriação do espaço público, lutando para não serem realocados às instituições de ensino distantes de suas residências, em locais desconhecidos, por salas não superlotadas, até que o governador voltasse atrás de sua decisão, mas, principalmente, por melhorias na qualidade de ensino, o que envolve, claro, uma maior valorização do professor enquanto principal agente transformador da sociedade.