É simplesmente irônico o posicionamento dos “teoricamente” líderes do povo: enquanto eles podem sair para um recesso que só termina no dia 2 de fevereiro de 2016, os representados por eles temem o desemprego e não sabem como poderão pagar as contas mais essenciais como água, luz, esgoto e telefonia.

As alternativas propostas, por enquanto, são simplesmente uma anedota, pois ampliam os já altos impostos para a população mais baixa, reajustam as tarifas de água, luz e telefonia para uso doméstico e não garantem reajustes salariais adequados para recompor a inflação.

Toda essa combinação lembra em muito a Idade Média, quando os colonos eram obrigados a entregar tudo o que possuíam aos senhores da terra feudais, demonstrando que o país evoluiu muito pouco em termos de comportamentos sociais (sejam eles de direita ou de esquerda).

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Porque o custo não pode ser pago pelos corruptos?

Os custos atuais não são fruto da inflação ou da seca em alguns lugares. Na verdade, tudo o que ocorre no Brasil atualmente é fruto de uma ineficiência dos corruptos, pois para corromper são necessários outros personagens que assumem posições de chefia quando não têm a competência específica para o assunto. A principal consequência de tal modo de agir é que as respostas corretas para os problemas são postergadas ou nem estudadas.

Mantido o status quo da associação de corruptos, qualquer outra solução depende de medidas paliativas para fingir que eles podem consertar em um futuro que nunca chega, mas cujas consequências podem ser inevitáveis (o melhor exemplo agora é o desastre de Mariana, onde a procura por ouro cegou a manutenção da represa de resíduos de minérios e ainda pode romper outras), causando prejuízos em escala global.

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Disfarçar soluções é a característica mais presente na crise

Um dos casos mais evidentes de disfarce de soluções é a forma como a previdência é tratada: Se por um lado, os governantes afirmam que o problema é o envelhecimento da população. Por outro lado, os negócios enfadonhos com o dinheiro da previdência não são investigados e nem a aplicação do dinheiro é maximizada em aplicações sérias ou que efetivamente gerem rendimentos.

Ao contrário, a maioria dos projetos é incompleta quando aprovada ou sujeito a riscos muito altos, que nem os bancos se atrevem a investir. Então, por que eles aplicam o dinheiro da poupança de uma vida dos trabalhadores?

Outra situação é a crise política que coloca um custo adicional

A crise política atual mostra claramente que a disputa por essas verbas é o ponto alto da disputa entre partidos, todos já bastante comprometidos com a ética e a moral de um mundo civilizado. Enquanto nos países civilizados, o afastamento da função é uma medida precatória e pode ser revertida, os atuais parlamentares estão se apegando aos cargos como medida de defesa contra provas que devem ser discutidas na esfera policial.

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Com essa disputa, o governo deixa de atender adequadamente a educação, a saúde e os investimentos, gerando incertezas sobre o futuro de decisões econômicas, refletindo nos juros e na cotação do dólar, sem falar nos desinvestimentos programados pelas empresas. #Opinião #Crise no Brasil #Recessão no Brasil