A pichação de locais públicos no Brasil remonta aos tempos da criação da tinta em aerosol, mais conhecida como spray. A pichação surgiu como meio de protesto, porém é praticada em monumentos públicos, prédios, construções, muros e local que seja visível ao público. De toda forma sempre traz prejuízo ou degradação ao local praticado.

Com o abuso e excesso de pichações, foi proibida em 26 de maio de 2011, a venda de tintas em embalagens spray, para menores de 18 anos de idade. A nova legislação sobre a venda desse material foi sancionada pela lei 12408, assinada pela presidente Dilma e publicada no Diário Oficial na mesma data.

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Apesar da proibição da venda de tinta spray para menores e mesmo pichação ser considerada crime ambiental e vandalismo no Brasil, o ato continua a provocar dor de cabeça em comerciantes, donos de estabelecimentos e locais públicos.

Mas, afinal o que leva uma pessoa a banalizar o que não lhe pertence e cometer pichação desenfreada? 

Em estudo conduzido pela Psicologia USP, jovens pichadores são avaliados pelos pesquisadores Alex de Toledo Ceará e Paulo Dalgalarrondo, que avaliam o perfil psicosocial de 32 jovens envolvidos com a prática da pichação, "Trata-se de uma subcultura vinculada ao movimento hip hop, presentes nas grandes e médias cidades brasileiras". Existem também pessoas de talento, que são confundidas com pichadores, mas há que se entender a diferença entre pichação e grafite.

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A pichação não é um ato cometido por uma só pessoa. Existem grupos que rivalizam entre si, surgidos na década de 90 e estão ativos até hoje, seus membros nunca pararam de pichar, porque algum sucessor carregou o nome do grupo para a frente. O estilo mais popular é chamado de pichação reta e respeitado por todos os adeptos. Esses grupos agem durante a noite e dificilmente são pegos.

A pichação também é um ato perigoso e, eventualmente é comum algum praticante cair de prédio ou local elevado, onde a dificuldade para subir e descer é maior. É muito comum encontrarmos notícias relacionadas a este evento.

Finalmente, encontramos o maior mal causado por essa turma:  os prejuízos financeiros causados  pela pichação em si e por prejuízos de internações quando ocorre um acidente de percurso. 

A pichação é um mal difícil de combater, são pessoas que agem no silêncio da noite, desaparecem e a investigação dificilmente é executada.  #Curiosidades #Manifestação #Casos de polícia