Ao deflagrar o processo de impeachment da presidente da República #Dilma Rousseff, na fatídica tarde de quarta-feira, dia 02 de dezembro, após uma aula de infantilidade, o presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou em sua página no Facebook que “acatou os clamores das pessoas que foram às ruas” pedir a deposição da petista.

É importante notar que o parlamentar cita a primeira manifestação, ocorrida em 15 de março, quando milhões de pessoas tomaram as ruas das principais capitais do país, no primeiro grande levante contra Dilma Rousseff.

De lá pra cá, pelo menos mais de quinze processos de impeachment foram encaminhados ao Congresso, sendo, todos, preteridos pelo peemedebista, que ainda sonhava com o apoio dos três deputados petistas que poderiam salvá-lo na Comissão de Ética da Casa, que analisa pedido de cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar, após sucessivas mentiras sobre supostas contas ilegais na Suíça em seu nome e no de sua esposa, a jornalista Cláudia Cruz.

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Mas, já que Cunha afirma ter ouvido “os clamores” da nação, porque será que ele, no auge de sua ‘lucidez’ em favor do bem-estar do povo, não ouve os clamores daqueles que pedem o fim de sua carreira política? Porque, ao invés de realizar manobras e mais manobras para postergar seu julgamento, o parlamentar não tenta acelerar o veredito dos processos que pesam contra ele?

Porque ele sabe que tem culpa no cartório, ao contrário de Dilma, que não paira contra ela e seu Governo, como a mesma já afirmou, nenhuma acusação grave ou mesmo provas que possam legitimar um processo de anulação de seu mandato.

Eduardo Cunha é um 'câncer' para o Brasil, um político da pior estirpe, que não mede esforços para se safar das acusações que recheiam seu vasto histórico de falcatruas. A prova disso é que ele não titubeou em aprofundar a crise político-econômica na qual o país se encontra, ao estourar essa 'bomba' no Planalto, contra uma presidente democraticamente eleita e, até que se prove o contrário, honrada.

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#Opinião