O ano de 2015 foi bombardeado com notícias trágicas sobre o fenômeno da migração humana em escala global, principalmente dos filhos da guerra e da pobreza do Oriente Médio, Ásia Menor e África, mas não só, até mesmo o distante Brasil, teve a sua participação em auxiliar os refugiados, pois recebeu os imigrantes africanos, haitianos e muitos, mas muitos sírios, entre outros. A Grécia e a Itália tiveram um papel decisivo, mesmo passando por sérios reveses econômicos, em socorrer crianças que se afogavam no Mediterrâneo, mulheres grávidas a beira da morte e homens enlouquecidos por lhes faltar esperança de dias melhores. 

Por outro lado, alguns países ou parte de suas autoridades, trataram os refugiados em questão como a escória da humanidade.

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Foi o caso de FYROM ou Macedônia, uma das republiquetas da ex-Iugoslávia, onde policiais espancaram e surraram os pais dos pequeninos na frente dos mesmos, causando-lhes no mínimo a síndrome pós-traumática diante de tanta covardia. É o caso da jornalista húngara, que sabe Deus porque, colocava os pés diante de pessoas com crianças no colo, derrubando-as. Foi a mesma Hungria que deu o mal exemplo construindo uma cerca de arame farpado e tela para se livrar dos andarilhos. Será que os húngaros se esqueceram do que lhes aconteceu na 2.ª Guerra Mundial?   

Mas ao final de 2015, nem tudo é resumido em mágoas, queixumes ou dor. O ano de 2015 pode servir como um ponto de reflexão de que algo vem dando errado e há muito tempo na sociedade atual e quem sabe, isto traga esperanças de um futuro melhor dizem os observadores internacionais.

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Há o caso emblemático de uma cena comovente que rodou o mundo semanas atrás, o que comprova que a humanidade ainda não está perdida. 

São poucas fotos que foram eternizadas e envolvidas em sentimentos de candura, amor e justiça que eram capazes de transmitir aos seus observadores. Um jovem policial dinamarquês simplesmente sentou-se no asfalto de uma rodovia do seu país, jogando e dando boas gargalhadas com uma linda menininha refugiada da Síria junto à fronteira da Alemanha com a Dinamarca. 

Todo esse desenrolar de cenas, relações e sentimentos aconteceu na rodovia expressa E45 ao norte da cidade de Padborg, onde a polícia teve que fechar as estradas para impedir a entrada desenfreada de refugiados no país, forçando-os e acompanhando-os a caminhar em direção a Suécia. Foi exatamente em um momento de descanso do grupo, que a divertida brincadeira toma corpo e desenrola-se entre o policial e a menina. 

O rapaz pegou a aliança de casamento de um de seus colegas mais velhos, sentou-se no chão e com um sorriso largo no rosto, convidou a pequenina a adivinhar em que mão estava a aliança.

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A imagem teve um grande impacto nas redes sociais, como o Facebook, funcionando como um lembrete de que todos os seres humanos, no mínimo, devem ser gentis com os seus semelhantes que sofrem. O jovem solicitou que ficasse no anonimato, mas não adiantou de nada, uma vez que o mundo inteiro celebrou a sua nobre atitude. 

Como disse Claus Fisker o fotógrafo autor das fotos enternecedoras, “foi um momento emocionante e singular de se testemunhar. O policial me chamou a atenção porque em toda esta triste história, ele me lembrou que não devemos dizer não para as pessoas e crianças que fogem da guerra." #Europa #Crise migratória #Guerra Civil