A presidente #Dilma Rousseff apresentou durante a ultima semana o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, chamado Conselhão. 

Neste, foi divulgado que Wagner Moura estaria presente, junto a diversos outros setores econômicos com seus respectivos representantes. Wagner Moura é embaixador da Organização Mundial do Trabalho, que visa acabar com o trabalho escravo.

O conselho tem como proposta apresentar as diretrizes sócio-econômicas do país para o decorrer do ano, tendo como retorno contra-propostas dos seus representantes. 

Apesar da presença do ator gerar opiniões controversas, não é a primeira vez que uma celebridade foi convidada a se posicionar em questões do alto escalão político.

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Durante a ditadura militar que ocorreu no Brasil entre 1964-85, diversos artistas estiveram presentes em manifestações, programas televisivos e na atividade partidária em si. Chico Buarque de Holanda, #Caetano Veloso, Gilberto Gil, Geraldo Vandré, Rubem Fonseca, Millôr Fernandes, são apenas alguns artistas que sofreram repressão durante o período e, apesar disso, continuaram seus manifestos mesmo exilados na Europa ou em países vizinhos.

Durante os anos 80 e 90, tivemos bandas que se aprofundaram nas problemáticas sócio-econômicas do país e do mundo, como Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Titãs, entre outras. A presença de artistas é intrínseca à democracia, já que em sua maioria destaca os diversos problemas recorrentes da nossa população.

Atualmente, temos artistas como Lobão, Fábio Júnior, Tico Santa Cruz, Letícia Sabatella, entre outros, tomando frente nas discussões que regem o período em que o Brasil passa.

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No exterior não é diferente

Atualmente, um dos candidatos republicanos com maior destaque nas pré-eleições norte americanas já esteve a frente de um reality show. Donald Trump é querido pelos republicanos por retomar as propostas conservadoras do ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Mas Trump, antes de ser apresentador de reality, já era um dos maiores empresários do país, o que o torna querido por parte dos empreendedores não só norte americanos, mas mundiais. 

A ascensão de Trump não está ligada exatamente a sua popularidade, mas sim as suas propostas e pela situação mundial, com forte retomada de grupos terroristas, problemas econômicos em diversos setores e o crescimento da população de refugiados em diversos países.

Além de Trump, temos figuras importantes ao longo da história política internacional, como a banda U2, os Rolling Stones e atores e atrizes das mais diversas vertentes políticas.

Retornando ao Brasil, é importante a participação de artistas no processo democrático como um todo. Porém, o extremismo é encontrado em diferentes frentes, devendo ser combatido para que o foco da discussão não seja perdido e a racionalidade prevaleça independente das orientações tomadas. #Crise