Se o álcool é competitivo, porque nenhum outro país quer

Não é uma discussão justa: enquanto a indústria do álcool apela para ser uma energia alternativa, as escolas viram presídios com superpopulação de alunos. A questão posta é simples: se o álcool fosse tão competitivo, então ele não precisaria de subsídios para se manter, pois como qualquer fonte energética, seria disputada por indústrias do mundo todo. Por outro lado, a carência de especialistas, com importação de médicos de Cuba, ou a existência de vagas tecnológicas de emprego, quando o desemprego está batendo forte na economia.

Vender commodities é uma profissão em baixa no mercado

O país continua apostando na venda de commodities, cujos preços são regulados por altíssima competição de preços, quando o país está com muita burocracia e custos fixos inexplicáveis, como a perda de viabilidade das hidrovias e ferrovias para transportes de longa distância.

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Há pouca diferença da política do café que levou o país à quebradeira, quando países menores passaram a produzir com menos custos e impostos agregados ao produto. É claro que a lógica é de manutenção do status quo das mesmas famílias que controlam o país desde a nova República e que possuem os poderes de regular e decidir sobre as políticas.

Sem escolas, sem competição às famílias centenárias

As escolas, por outro lado, representam o incremento de uma competição desleal para quem está confortavelmente sentado nos seus lugares centenários. Uma criança hoje aprende muito mais que um adulto de trinta anos atrás e, mesmo assim, esse potencial não é incentivado no país. As salas ainda estão disponibilizadas em forma de carteiras com quadros negros, celulares são proibidos e o professor sabe menos sobre tecnologia do que a maioria dos alunos de ensino médio e muito dos de ensino fundamental.

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Onde estão os laboratórios de ciências, as bibliotecas em cada sala, o acesso à internet em zona rural para equalizar a #Educação?

A Índia arrecada 18 bilhões em software por ano

Uma comparação pobre mas bastante evidente pode ser tomada quando se compara o Brasil com a Índia: um país cheio de diferenças econômicas como o Brasil, mas que incentivou a exportação de software, o ensino de idiomas além do Híndi, língua local, e que exporta 18 bilhões de dólares em software e serviços. Alguns podem argumentar que a Índia foi colonizada por ingleses, mas o Brasil teve a escravatura extinta para facilitar a industrialização e importação de produtos ingleses, cujos resultados podem ainda ser notados em equipamentos ferroviários enferrujando em trilhos não conservados ou nos barracões industriais que agonizam na capital paulista, ou ainda em algumas usinas remanescentes como museus.

Menos alunos por turma e mais idiomas nas aulas

Por outro aspecto, o Estado de São Paulo, o mais rico do país, prefere aumentar o número de alunos por turma, economizando nos gastos com professores e escolas públicas, mas avançam nas escolas tecnológicas de nível superior com pouco espaço para laboratórios e muitos cargos políticos com altos salários, aonde os alunos chegam com pouco ou nenhum saber do próprio idioma, o que dirá sobre o inglês para ler documentos de máquinas importadas de países orientais, com várias traduções exceto o português.

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Se existe uma saída para esse país é a educação, a Korea mostrou isso recentemente, mas outros exemplos podem ser tirados da Ásia e da Europa, todos reconstruídos depois de 1945. #Governo #Dilma Rousseff