Desde meados de 2015, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sofre diversas baixas em relação a sua reputação. Delações premiadas envolvendo seu nome, contas secretas e transferências bancárias contestáveis tomaram forma e se solidificaram como provas que poderiam levar a sua cassação.

Na última semana novas suspeitas foram levantadas a respeito de contas no exterior. Empresários da Carioca Engenharia delataram que, em 2014, teriam se reunido com o presidente da Câmara para informar números de contas a serem enviados os valores que, segundo os delatores, impulsionariam a liberação de verba vinda do FGTS para o projeto do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

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No total, segundo o informado à Procuradoria Geral da República, teriam sido transferidos US$ 3,9 milhões, entre 2011 e 2014.

A liberação do FGTS seria remediada por um amigo de #Eduardo Cunha, Fábio Cleto, que tivera participação na presidência da Caixa Econômica Federal e no conselho do fundo de investimentos do FGTS.

Se confirmadas as 5 novas contas, seriam 9 contas no exterior referentes ao deputado Eduardo Cunha.

Sobre Cunha

Eduardo Cunha se manifestou sobre tais contas, desmentindo qualquer envolvimento e informando que dará novos detalhes assim que tiver acesso a delação dos empresários da Carioca Engenharia.

Apesar das 4 contas já confirmadas, sua cassação parece estar longe de acontecer. Muito se deve a sua força dentro da Câmara e a seus aliados, dentro e fora do PMDB.

Cunha é um poderoso líder dentro do PMDB, principalmente junto aos setores que promovem ruptura com o PT e a presidente Dilma Rousseff, já que esse rompeu com o governo no último semestre e desde então se mostrou empenhado em promover o impeachment de Dilma.

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Dessa mesma forma, adquiriu admiração de partidos como o PSDB, assim como parcela da mídia e de empresários.

Além das contas no exterior, Cunha já fora mencionado em outros esquemas. O lobista Fernando Baiano comentou que Cunha cobrava propina, tendo seu amigo pessoal, Altair, como mediador de tais cobranças. Os valores, segundo Baiano, seriam em torno de R$ 1,5 milhões. #Lava Jato #Corrupção