Energia elétrica mais barata?

A boa notícia da diminuição da bandeira vermelha não deve ser comemorada pelos brasileiros, pois é uma situação circunstancial e o crescimento ainda não tem horizonte. Diferentemente de outros países que sofreram a estagnação econômica em 2008, porque o boom imobiliário não permitia uma expansão maior e a ausência de produtos para vender levou a um descrédito dos papeis de derivativos na bolsa, ou seja, havia mais papeis do que imóveis e esses estavam supervalorizados.

Sem energia, o Brasil não consegue crescer

A crise brasileira começou quando o consumo de energia brasileiro chegou ao limite da capacidade instalada, agravada pelas intempéries do período de seca mais extensa e não previsto pelos agentes econômicos.

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Dos 4048 geradores de energia no país, segundo o Relatório de Informações Gerenciais da ANEEL de março de 2015, 66%, ou o equivalente a 89.813.109kW é de fonte hidrelétrica, mas o crescimento das indústrias devido aos incentivos para o consumo interno juntamente com a crise hídrica, levaram ao uso de outras fontes energéticas mais caras, as termelétricas, cujo custo não estava previsto na equação do consumo estável brasileiro.

Energia alternativa pode complementar a hidrelétrica

O descompasso do custo e a falta de energia alternativa barata agravaram a situação quando o escândalo da Petrobrás mostrou que a mesma não estava usando o dinheiro dos investimentos como era declarado. A falta de confiança no governo devido ao não planejamento do custo da energia, aliado aos escândalos de corrupção vieram a gerar a desconfiança dos agentes econômicos que começaram a correr para os bens mais concretos: ouro e dólar, reduzindo o investimento em produção.

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Educação significa maior capacidade de adaptação

Se o brasileiro tivesse uma boa #Educação, o problema de reencontrar a rota de crescimento seria simples: as olimpíadas poderiam gerar um grande volume de receita em dólar no setor de turismo, que poderia facilmente empregar a mão de obra que está sendo dispensada da indústria. Entretanto, não fosse a dificuldade no setor de serviços, a falta de cuidados sanitários nas grandes metrópoles geraram mais casos de Zika do que o previsto e a fama da epidemia já chegou aos consumidores Europeus e Americanos, que já estão orientando seus habitantes a evitar viagens para países que estão com casos comprovados, o que inclui o Brasil e a America Latina. 

A corte do café-com-leite ainda atrapalha o Brasil

A terceira vertente do problema brasileiro está na política café-com-leite, onde mineiros e paulistas, sob alegação de uma falsa oposição, desejam manter o status quo de gestores do país. Em outras palavras, tentam obter um Impeachment a qualquer custo, enquanto a economia míngua porque a maioria do congresso também está disputando espaços de quem vai ser o Salvador da Pátria.

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A verdade é que a ausência da participação do povo no processo decisório pela via política, gera ainda mais problemas, pois os mais ativos estão se manifestando pelas ruas, onde os caos da pobreza e da violência já são bastante evidentes.

Quando a Presidente acordará?

O brasileiro é muito criativo e só precisa de uma fonte de financiamento mais justa para criar novas oportunidades, mas isso consume energia. A solução real será construída com a aproximação da Presidente com a população, via implantação de mais geradores de energia alternativa e mais internet para educar mais rápido. A questão é quanto tempo vai demorar para ela descobrir isso... #Dilma Rousseff #Crise econômica