A história humana é caracterizada por bons momentos, maus momentos e por momentos muito ruins que acabaram transformando-se em histórias de amor, fé e liberdade, revelando que nem tudo está perdido no que diz respeito às relações e sobrevivência entre as pessoas. A 2.ª Guerra Mundial é um exemplo típico disto, quando milhões de vidas, foram destroçadas pela máquina de guerra assassina da Alemanha nazista e as potências do Eixo de então. 

Durante a ocupação da Polônia por Hitler, ocorreram cerca de 2.500 milagres no mínimo, contabilizados posteriormente ao longo dos anos. Trata-se do salvamento de 2.500 crianças judias na trágica história do Gueto de Varsóvia. Quem realizou tamanha proeza, foi uma polonesa de nome Irena Sendler nascida em 1910 na mesma cidade. 

A menina Irena foi criada pelos seus pais e desde tenra idade foi ensinada a respeitar e amar as outras pessoas, independentemente da etnia e condição social.

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A menina crescia tranquilamente na cidade de Otwock, na Polônia. Muito provavelmente o pai dela que era médico, influenciou e muito a inclinação humanista que Irena demonstrou ter até o final dos seus dias. 

O pai da garota faleceu em 1914 em decorrência de uma epidemia de tifo que assolou a região. Ele foi único médico existente na cidade Otwock, passando a dedicar a maior parte do seu tempo em cuidar dos pobres da comunidade local, grande parte, judeus, que também padeceram de tifo. No seu leito de morte, o pai de Irena, disse para a sua filha que então tinha 7 anos de idade, o seguinte: “se você ver alguém se afogando, você deve tentar resgatá-lo, mesmo que você não saiba nadar". 

Parece que o médico estava prevendo os dias difíceis que a Polônia, a #Europa e o mundo como um todo iriam atravessar.

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A 2.ª Guerra Mundial teve início em 1939 e Irena começou de imediato a cuidar e proteger os seus amigos judeus em Varsóvia, trabalhando como diretora de serviços sociais na cidade. Sandler desdobrou-se em fazer documentos falsos para os judeus, além de criar uma espécie de “rede de salvamento” que ficou muito famosa no final da guerra. 

Quando os alemães ergueram o Gueto de Varsóvia em 1940, Irena acelerou o processo de resgate com sua rede criada anteriormente. O plano foi relativamente simples, pois a mulher conseguiu o aval das autoridades alemãs para poder entrar no Gueto como encanadora e limpar os esgotos do local. Cada vez que ela saia de lá, trazia consigo uma criança escondida no fundo de sua caixa de ferramentas, ou mesmo em sacos de lixo. Um cachorro havia sido treinado por Irena para latir e fazer barulho no momento em que ela saísse da área e desse modo, os guardas da SS tinham a sua atenção desviada. 

Conseguiu salvar 2.500 crianças de morrer, mas no final da guerra, os nazistas a descobriram e quebraram os braços e as pernas da mulher.

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Sendler conseguiu sobreviver. Para cada criança que salvou, escreveu o nome em um pedaço de papel e escondeu em uma jarra que foi enterrada no quintal da casa dela. 

Depois da guerra, com o registro dos pequeninos, a polonesa buscou pelas suas famílias e as crianças que não conseguiram ter parentes vivos, foram encaminhadas para adoção também por Irena. No ano de 2007 ela chegou a ser lembrada para o Prêmio Nobel da Paz, mas o ganhador foi Al Gore com o assunto da mudança climática. Irena morreu logo em seguida, em 2008, com a consciência em paz do dever cumprido e o seu trabalho se estende até os dias atuais com a organização A Vida em Uma Jarra. Descanse em paz Irena Sandler. #Crime #Comportamento