FGTS e INSS: duas aplicações falidas

Uma simples simulação matemática é suficiente para mostrar como o custo Brasil é um dos maiores problemas desse país. Boa parte dos brasileiros de baixa renda ainda ficam presos ao sistema trabalhista que está falido e que seca cada vez mais o poder de investimento dos trabalhadores, movidos por investimentos ruins do #Governo ou motivados por sindicatos que só querem ganhar a parte deles. Os papeis do Tesouro Direto podem render mais de 7% de juros reais, no pós-fixado.

190% a mais se investir 20% do salário em poupança

Supondo que uma pessoa que recebe R$880,00 por mês, um salário mínimo, investisse os 20% que tem que pagar para o governo, ao longo de 35 anos, supondo inflação zero, recussasse a pagar o INSS e investisse em outro investimento com apenas 3% a mais que o juros do FGTS, a diferença ao final do período é de 190% a mais.

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Pois bem, a caderneta de poupança, que é considerada um péssimo investimento atualmente, paga os 3% a mais que o FGTS, indicando como o dinheiro do brasileiro é “rapinado” pelo governo que vende a ilusão de um sistema de aposentadoria garantido e satisfatório. Vale lembrar que mais de 50 bilhões de reais já sairam da poupança para papeis melhores.

Diferença de aplicação entre FGTS e outras aplicações é muito grande

A diferença na simulação para as condições citadas é de R$9.828,71 (onze vezes o salário que estava habituado a receber), sobre os R$10.960,57 que poderia sacar do FGTS ao final de 35 anos de contribuição sem considerar idade mínima (valores esses calculados em planilha Excel, tomando como base recolhimento de 20% e juros de 3% ao ano). Acontece que o valor do FGTS ao final de tanto tempo não consegue pagar o salário mínimo por mais de 13 meses, então o governo recorre a desculpas do tipo fator previdenciário ou aumento da idade mínima, para aumentar a diferença entre o que ele recebe como contribuição e o que ele paga no Tesouro Nacional, que é muito acima do que a poupança paga, contribuindo para fazer dinheiro da diferença nas taxas de juros entre o que corrige o FGTS e o que ele usa.

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Autonomos poderiam mudar o próprio futuro

A idéia é simples: se ao invés de pagar o INSS, o dinheiro for investido em qualquer outro papel cujo rendimento é superior (e quase todos são muito maiores do que o do FGTS), a diferença pode ser usada para criar recursos econômicos mais rentáveis ao próprio contribuinte, garantindo um poder de barganha maior do que o que tem hoje. A questão principal é que todo o processo é meio escondido e os valores investidos não são comunicados ao contribuinte, levando-o a acreditar que o dinheiro está em um banco seguro e que vai ter o dinheiro quando aposentar. Pois essa é a novidade: o governo já gastou o dinheiro e não sabe como pagar de volta.

A mentira da idade mínima

Como pagar de volta uma enorme soma, se não existem investimentos reais em um governo, mas apenas gastos? Simples, aumentando o tempo de contribuição, dizendo que precisa aumentar a idade mínima para que todos acreditem que terão o retorno apenas se toparem pagar por mais tempo, com um rendimento abaixo do real, aumentando a diferença de rendimentos e talvez, com um pouco de sorte, sobrando algum recurso para mais algumas benesses para garantir a próxima eleição.

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Pensem nisso... #Dilma Rousseff #Crise econômica