Noticiários repetidos perdem sentido

Está ficando quase impossível assistir a TV dos canais abertos e a cabo, pois as notícias que passam se repetem praticamente a cada quatro horas. A informação parece ser extremamente limitada e confusa, pois além de repetir recorrentemente as “headlines”, as novidades são introduzidas em doses homeopáticas para tentar segurar o expectador, como se a notícia fosse nova, porém as imagens são muitas vezes coincidentes e com as mesmas falas, gerando uma grande frustração.

Na busca para ser o primeiro, sempre será o segundo

É compreensível a vontade de querer ser o primeiro pelo diretor ou editorial, ao procurar em tendências nas notícias um arranjo que supostamente seria “interessante”, observando palavras chaves e fontes de notícias que estão “bombando” para obter o máximo de audiência.

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Entretanto, tal busca, tal como ocorre no sistema de “plantation” da agricultura, leva ao empobrecimento da informação e a busca de formas alternativas de agir e de se informar. Talvez seja isso que os canais de #Comunicação pela internet ofereçam: longe de fechar um pacote de opções não inteligentes, ou baseadas em preferências materialmente coletados por pesquisas de interesse, a escolha é livre e baseada em pontos de rede, mesmo censurado por programas que tentam obter o mesmo resultado nas pesquisas coletadas, tal qual os noticiários.

Experimentos comportamentais já profetizaram o fim

A Psicologia Comportamental tem produzidos muitos artigos sobre como estudar preferências e hábitos, mas muitas vezes algumas conclusões são irritantes e perturbadoras. Em uma delas, os agentes reforçadores perdem efeito e o pesquisador é obrigado a procurar outros em uma situação controlada, quando deveria estar com o experimento em andamento.

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A perda do efeito de reforço se dá pela satisfação ou cansaço do agente, provocando muitas vezes a apatia ou até mesmo a revolta e antipatia pelo agente que antes era o motivo de agir da forma anterior.

Outra conclusão complexante dos artigos é a perda de informação sobre os agentes extintos, cuja função não fora devidamente estudada. A não manutenção de agentes não preferenciais muitas vezes explicariam a razão da força daquele que é reforçador, seja pelo aumento de sua potencia, seja pelo seu antagonismo. O agente ou estímulo só é reforçador sob certas condições, que podem variar em intensidade e freqüência, permitindo que algum esforço seja realizado (trabalho) nas condições planejadas e controladas.

Riqueza de notícias é uma carência nas mídias

O mesmo ocorre com as notícias: é quase impossível imaginar que com um mundo tão vasto e interligado por redes wireless, precise de notícias repetidas, como se não fosse possível ao expectador recuperar informações perdidas em um determinado horário.

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Assim, a falta de riqueza de informação, tal como nos experimentos, pode levar ao desinteresse, à uma vida minimalista e à procura de outras maneiras de comunicação, tornando o meio televisivo “alienante” dentro do contexto socio-histórico. A principal conseqüência desse processo é um “emburrecimento”, no sentido de uma perda de apetite por novas noticias, diminuição de interesse pelo noticiário ou até mesmo apatia frente aos canais que se utilizam dessa técnica. #Famosos #Comportamento