Todos os eleitores que compareceram às sessões eleitorais na eleição passada, e que votaram cada qual em seu candidato, elegeram a presidente #Dilma Rousseff e determinaram que ela governasse em segundo mandato.

O eleitorado, no Brasil, ainda precisa notar que, quando vai às urnas para escolher um representante, torna legítimo o resultado do processo eleitoral como um todo. Isso quer dizer que ao votar em um candidato nas eleições, especialmente aos cargos majoritários, presidente da república, governador de estado e prefeitos, está, igualmente, legitimando que o candidato escolhido pela maioria governe pelo período do novo mandato, segundo determina a Emenda Constitucional n.

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16, de 4/06/1997, à constituição da República Federativa do Brasil.

Apesar disso, muitos dos que não votaram na presidente Dilma ou que, de outra forma, anularam o seu voto, têm sido levados a entender que podem retirá-la da cadeira mais importante de Brasília, porque "não concordam com os rumos de seu governo", simples assim.

As garantias da nossa lei maior ao cumprimento desses mandatos são inúmeras e precisam ser respeitadas por todos os que participaram das eleições, candidatos, eleitores e Justiça Eleitoral.

Quando falamos em #Impeachment ("impedimento" em inglês), estamos, em realidade, tratando de uma possibilidade jurídica para o caso de julgamento de "denúncia sobre crime de responsabilidade", cometido pelo político a ser impedido de prosseguir o seu mandato.

Por isso, é que existe um ritual legal, um cumprimento de prazos e de fazeres jurídicos que envolvem as três casas do governo, o legislativo, o judiciário e o executivo, na condução desse Impedimento ao político acusado.

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Acusar somente, não leva ao impedimento.

Talvez, conduzidos pelos interesses de uma oposição fragmentada e alarmada que opera no congresso brasileiro, muitos dos eleitores que escolheram outro candidato que não a presidente Dilma Rousseff têm ido às ruas para que ela seja "expulsa" do palácio, "retirada" da cadeira de comandante-em-chefe do país ou, ainda, apenas "substituída" por outro político, ainda que esteja no exercício do cargo para o qual foi eleita.

De duas, uma: ou os oposicionistas explicam aos manifestantes o que é e como se procede ao Impeachment, ou paralisam-se as vias de acesso dos grandes centros urbanos brasileiros, simplesmente para protestar por coisas que não se modificam "no grito" somente.

Alguns, ainda, decidiram que, se o caos for instalado no dia-a-dia da vida nas capitais brasileiras, esse desmando, esse descontrole possa inviabilizar o governo central em Brasilia. O que não faz sentido, nem mesmo aos menos informados.

Aos eleitores resta serem bons LEITORES, de modo a informarem-se muito bem desse processo todo, para que instalem-se a regularidade e a confiança necessária ao governo mais eficiente em Brasília. 

Se já não é fácil governar com o "vento a favor" de um mundo estabilizado entre os mais ricos, não se governará com tanta desinformação contra, com tanto apelo a coisa nenhuma, num mundo desgovernado como o que se tem hoje na Europa e Estados Unidos, e, o que é pior, com tanto descrédito na classe política no exercício de seus mandatos.

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