Nesse inicio de ano, é preciso atentar para alguns números desafiadores: o pagamento de pedaladas fiscais totalizou quase 73 bilhões de reais ao fechar o ano, o que equaliza quase todas as pendências fiscais do #Governo até 2014 e parte de 2015. Por outro lado, a arrecadação de impostos superou 2,002 trilhões no ano de 2015, segundo o impostômetro, o equivalente a 3,7% de pedaladas sobre a arrecadação de impostos. O valor não é tão irrisório se for considerado que o salário mínimo subiu 11,6% a partir de hoje, o que provavelmente representará um aumento na arrecadação de pelo menos 233 bilhões de reais durante 2016, se não houver mais impostos ou aumento no percentual de arrecadação de fontes já existentes.

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Inflação criada pelo governo alimenta a inflação para o povo

Boa parte desses números é desconhecida da população, assim como o destino da arrecadação. Só o aumento da tarifa de transporte nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, de R$3,50 para R$3,80, representa um aumento de 8,57% em preços controlados pelo governo e que deve aumentar a #Inflação nos meses seguintes. Ainda não saíram os aumentos de luz, água, pedágios e nem de telefonia (incluindo internet). Isso indica que o próprio governo, nos níveis federal, estaduais e municipais, está aumentando a arrecadação e o nível dos impostos à surdina, já que não há novos investimentos e os aumentos salariais dessas empresas não deve ser superior ao do salário mínimo.

Poupando para a propaganda política

Tudo indica que a estrutura de governo está começando a fazer uma poupança para o período eleitoral de 2016, à custa dos contribuintes.

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Ao forçar aumento das tarifas, logo vão aparecer contratações sem licitação em caráter de urgência que deslocarão os valores dos aumentos para custos justificáveis e para uma reação em cadeia: aumento de inflação, aumento de desemprego, perda de credibilidade e aumento da violência.

Ora, se o governo fala que quer diminuir a inflação, porque já está alimentando ela, ao aumentar os principais insumos da cadeia industrial? Por outro lado, o aumento de taxa de juros e do dólar só favorece aos compradores internacionais, muitos deles brasileiros que esconderam o dinheiro no exterior, como tem sido demonstrado nos diversos escândalos.

Está na hora de questionar os aumentos

A questão que se põe é até que ponto a população agüenta esse escárnio? Será que já não são suficientes as imagens de assalto em plena luz do dia, com armas de fogo, sem que nenhuma providência efetiva seja tomada? De que adianta mais prisões e mais cercas elétricas, se a corrupção avança e muitos se calam porque dependem dela para receber seus altos salários? Existe um ponto de ruptura.

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Está no ar. Todos percebem que algo está para acontecer.

Talvez seja necessário que os adolescentes voltem às ruas novamente para mostrar que é possível mudar decisões: foi assim com a tarifa de ônibus e foi assim com o plano de fechamento de escolas do PSDB. O impeachment ajuda esse jogo político, pois enquanto todos olham para os debates entre as partes no jogo, o juros subiu e o dinheiro dos impostos cresceu e desapareceu. #Crise econômica