O jornal francês Charlie Hebdo mais uma vez perdeu a chance de ficar calado. A última do Jornal foi uma charge de um mal gosto sem precedentes. Em quase meia página de sua edição colocaram uma charge de imigrantes sírios correndo atrás de uma mulher europeia, querendo violentá-la. Acima, na mesma charge, o desenho do menino Aylan Kurdi que, morreu afogado juntamente com seu irmão e sua mãe ao tentarem atravessar o mediterrâneo. A imagem de Aylan morto em uma praia na Turquia atravessou o mundo e comoveu as pessoas, causando um grande impacto em como eram tratados os imigrante sírios nos países europeus. A charge do Hebdo faz uma alusão em como se tornaria Aylan se tivesse sobrevivido a travessia.

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Não é de hoje que este jornal francês vem publicando charges polêmicas, que causam indignação nas pessoas, principalmente a comunidade mulçumana. O Charlie Hebdo perdeu mais uma chance de mostrar respeito pelo ser humano. Julgar o que poderia ter se tornado o pequeno Aylan, somente por causa de sua origem e religião, mostra um preconceito enorme por parte dos editores daquele jornal.

Se queremos um mundo civilizado este não é o caminho que devemos seguir. O respeito pelas pessoas, suas crenças, seu estilo de vida e coisas assim precisa vir do lado Ocidental do mundo. Não somos nós que nos consideramos a parte civilizada do planeta? Que civilidade existe nesta charges de extremo mal gosto que este jornal vem publicando? Há um ditado que diz: "Violência gera violência" e sabemos que existem vários tipos de violências: A física, a moral, a emocional, a psicológica.

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Agredir dessa forma as pessoas, por causa de suas crenças e valores diferentes do nosso é inaceitável. Não podemos tolerar a intolerância, seja ela de qualquer forma.

E agora, o que vimos por parte do Charlie Hebdo foi uma atitude de intolerância e violência contra a família deste menino e também contra aqueles que vieram do lugar que ele veio. O que o Charlie Hebdo fez não é exemplo para ser seguido por ninguém. Que a nossa sociedade ocidental viva aquilo que exige das demais. #Opinião #Europa #Crise migratória