A par do que acontece aqui no Brasil, onde armamento curto e longo de acesso restrito a grupamentos policiais e a tropas das forças armadas, incluindo explosivos e granadas, são "alugados" por criminosos muito pobres, gente miserável no Oriente Médio tem sido preparada ao uso de armamento americano caro e pesado, que os #EUA "acidentalmente" jogaram de aviões, afirmam as autoridades, aos guerrilheiros do #Estado Islâmico (ISIS).

Seja a título de "alugar" essas armas, pagando por elas em troca de serviços de guerrilha mercenária, seja por um "descuido inexplicável" de órgão de controle do governo, o que acontece no Oriente Médio é, no mínimo, irresponsável: armas potentes,  explosivos, granadas e todo o tipo de equipamento de guerra dos países mais ricos do mundo tem sido entregue aos mais pobres e desvalidos homens e mulheres dos locais em conflito, bem no Oriente Médio.

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Essa massa de gente esfomeada mata e morre pela causa do Estado Islâmico (ISIS) e de qualquer outro grupo que se proponha a tirá-los da fome absoluta. O mais incrível, entretanto, é observar que tais dispositivos de destruição dependem do controle e da autorização das forças armadas locais, seja no Brasil ou nos países mais ricos do "mundo livre", para serem comercializados, usados ou destruídos.

No paralelo brasileiro, leis muito frágeis e toneladas de armas, em poder de armeiros e colecionadores sem escrúpulos, facilitam o tráfico desse material, aproveitando-se da pobreza, da corrupção na máquina estatal e da falta de opções para a vida adulta dos mais jovens. Esse conjunto perverso justificaria que armamento pesado esteja nas ruas, quando os crimes de furto, roubo, assalto mesmo dentro de casa, sequestro, dentre outros, são praticados com supremacia de armas nas mãos de criminosos pobres.

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Já nas guerras desses vinte últimos anos, que assolam o mundo árabe, todo o arsenal, considerado "ultrapassado e obsoleto" pelos fornecedores ricos, e "sofisticado" para qualquer país mais pobre do mundo, somado à corrupção de poucos agentes não seriam suficientes para os gastos com o treinamento desses para-exércitos e as ações de ataques terroristas que acontecem pelo mundo. Somem-se as viaturas militares, os suprimentos de toda a ordem e o pagamento de oficiais especializados a essa avalanche de meios de destruição. Como todo esse recurso chega "por engano" às mãos dos criminosos?

Está na hora de perguntas importantes aos mais poderosos, EUA e Europa, encontrarem respostas:

- A quem interessa tanta guerra, alegadamente "terrorista", cujo objetivo seria "prolongar o conflito"?

- Quem é mais letal: o miserável que se explode, matando centenas de civis em ações pontuais ou o rico fornecedor desses armamentos, que alimenta décadas de mortes e a destruição de sociedades milenares inteiras, apenas por seu lucro?

As respostas passam pelas crenças na Justiça internacional mas, igualmente, pela superação dos medos e preconceitos coletivos do "mundo ocidental livre" contra os povos desfavorecidos.

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Ainda há muito o que avançar para que os direitos humanos sejam reconhecidos nos campos de conflito do Oriente Médio. Especialmente em áreas ricas em ouro negro, o petróleo, cujo controle ainda é o sonho dos países ricos, dependentes dele para a geração de energia e de aquecimento. #Terrorismo