Hoje, as cotas se tornaram um projeto por inteiro, por muitos daqueles que apostaram e investiram na capacidade de reverter adversidades e num gesto de superação, transformaram seus sonhos em realidade.

UM POUCO DE HISTÓRIA

No ano de 1997 apenas 2,2% de pardos e 1,8% de negros com idade entre 18 e 24 anos estavam cursando ou haviam concluído um curso de graduação. O baixíssimo índice era um indicativo que alguma coisa precisava ser feita.

“Jovens estavam impedidos de estudar no Brasil em função de sua cor de pele ou condição social. Se fez necessário uma medida que pudesse proporcionar a inclusão de negros e pobres nas universidades brasileiras”, disse a pesquisadora da UFF, Teresa Olinda Caminha Bezerra.

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Em Itabira, para se ter uma idéia, nos anos 90 não havia uma universidade, exitia apenas a FUNCESI. Uma entidade comunitária pública privada com fins empresariais. Quando o Movimento Negro iniciou o projeto de Pré Vestibular para negros e carentes, denominado "Pré-Vestibular Alvorada", o objetivo era possibilitar o acesso desta minoria aos bancos da faculdade.

Nesta época não se falava quase nada sobre o assunto. As pessoas que faziam parte do projeto, na sua grande maioria, eram professores e educadores que trabalhavam voluntariamente nos seus horários de folga. Muitos deles não tinham a noção e nem dimensão que essa iniciativa e dedicação podesse representar para a comunidade negra.

No entanto, todos os esforços destes voluntários da #Educação marcharam em direção à transformação de uma sociedade, onde as pessoas que acreditavam ser possíveis, cursar o nível superior, poderiam atingir seus objetivos.

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A chegada não importava se seria de forma Igual ou desigual, a luta era para que imperasse o direito às Cotas. A luta não foi em vão e hoje é uma realidade que não pode retroceder.

Comprometido com o social. Sobretudo, que somou a tantos outros movimentos de alfabetização e de outros tantos pré-vestibulares que contemplaram o povo negro e dos necessitados deste país, certamente faz-se orgulhar àqueles que participaram desta empreitada feliz.

Hoje, ao completar 10 anos de Cotas, fica mais evidente a luta era fundamentada em uma política social de inclusão de negros nas universidades brasileiras. Essa atitude, certamente aplicou uma injeção de cidadania no povo brasileiro, sem volta.

As histórias de sucesso não são poucas. Aqui, lá e acolá, tem negros sorrindo e fazendo milhares de outras pessoas felizes. E a luta que dá uma sensação diferenciada, continua. #ENEM