O #WhatsApp conquistou o mundo, sendo hoje um dos mais populares aplicativos de mensagens instantâneas e alcançando o primeiro lugar no Brasil. Não é difícil notar um usuário do aplicativo, seja na faculdade, no trabalho, no Shopping ou nas ruas; eles estão lá, de cabeça baixa, olhando para a tela do celular, alheios aos acontecimentos ao redor.

Típicos usuários de WhatsApp

Marcelo é um pai de família, que decidiu ir ao Shopping passear com a esposa e o filho. Neste momento,  eles estão sentados na praça de alimentação, e enquanto a mãe conversa com o filho, o pai ri sozinho, olhando a foto engraçada que seu melhor amigo enviou.

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Bianca é a filha adolescente; sua mãe acaba de fazer uma pergunta e nessa hora se sente ignorada e solitária enquanto do outro lado da mesa de jantar, vidrada no celular, sua filha lê os últimos acontecimentos da festa maravilhosa que não pôde ir. Bruno é um universitário, sentado na sala de aula e morrendo de sono;ele só pensa em dormir, pois não aguenta mais o professor explicando aquela matéria 'chata' a qual não está entendendo nada, mas repentinamente seu sono vai embora, porque acabou de receber uma mensagem da sua garota da vez, e agora pode passar o tempo conversando pelo celular até a aula acabar.

Isolamento social

Assim como nos casos fictícios acima, há no mundo hoje, milhares de Marcelos, Biancas e Brunos, protagonizando essa mesma história. Pessoas que deixam de vivenciar momentos importantes da vida, escolhendo gastar esse tempo conversando virtualmente.

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Pais que deveriam manter um diálogo frequente com seus filhos, participarem de suas descobertas a cada dia, preferem se fechar neste mundo virtual, não abrindo assim espaço para um convívio saudável entre pai e filho. Estudantes, que poderiam ter um rendimento maior nos estudos se simplesmente prestassem mais atenção nas aulas, também estão rendidos ao aplicativo, hipnotizados a cada vibração do celular. Casais que quando estão juntos conversam pouco, mas ao se distanciarem, conseguem ficar 24 horas conversando pelo WhatsApp e seus assuntos parecem intermináveis.

A interação social já não é mais a mesma, pessoas estão se tornando cada vez mais introspectivas e solitárias.  Há alguns dias atrás, após ser anunciado que o aplicativo iria ficar fora do ar, foi comum perceber o desespero em redes sociais por parte dos usuários. A dependência já é tão grande que muitos chegaram a procurar alternativas para burlar o sistema e conseguir a conexão de volta.  Da forma que a Humanidade caminha, não precisarão mais ser levantados questionamentos  sobre a máquina um dia dominar o homem, pois o próprio homem está se tornando uma máquina, um mero robô que só 'funciona' através do comando de um aplicativo, que se sente mais à vontade conectado do que interagindo com as pessoas ao redor.

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Como diria o grande Albert Einstein, "tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade."

Como contornar algo que já está infiltrado na rotina do ser humano? Cabe a cada um rever o que é mais importante em suas vidas, analisar as perdas e danos e exercer um maior controle sobre os próprios vícios. Sim, um vício, tão danoso quanto a droga, porque este, diferente da cocaína e outros entorpecentes, não é proibido. #Comunicação #Comportamento