Diante das inúmeras acusações de #Corrupção, envolvendo grandes nomes da política nacional brasileira,  nos retrata e transmite as evidências concretas de um sistema aparelhado em prol da corrupção, impunidade e ganância pelo poder.

O Brasil passa por uma crise, não só econômica, mas ideológica, social e cultura. A situação econômica é reflexo da ideologia implantada no atual sistema político nacional. Ideologia esta que se arrastava na busca pelo poder, desde o início do século XX, com o enfraquecimento da República do Café.

Enquanto ideologias como a do castrismo em Cuba, estavam sendo implantadas por meio da luta armada, no Brasil, essa ideologia marxista enfrentava forte oposição, devido a interesses capitalistas internacionais.

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Em 1961, Jânio Quadros, foi um exemplo da tentativa de implantação dessa ideologia. Porém, foi forçado a renunciar. João Goulart, que era seu vice tentou dar sequência nos anos que se seguiram, defendendo as reformas de base, a reforma agrária, por exemplo. E devido a uma eminente guerra civil, houve uma intervenção militar.

Foi então nessa época que o Brasil teve a oportunidade de ter liquidado as influências ideológicas da cultura marxista. Fazendo uma reformulação na política e na economia nacional baseando-se, nos princípios neoliberais, que é a base para um capitalismo sustentável.

Contudo, o modelo político e econômico implantado pelos militares e tecnocratas, ficou conhecido como a “modernização conservadora”, que consiste no desenvolvimento urbano industrial, na concentração e renda e na exclusão da classe operária.

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Esses moldes de gestão, adotados pelos militares, influenciou a sociedade civil, alimentando a exclusão social e o preconceito contra as minorias étnicas e ideológicas, tirando a liberdade do indivíduo. Que foram perseguidos, presos, torturados e em muitos casos, mortos. Isso contribuiu para formar e caracterizar uma identidade de pensamento da sociedade brasileira. Em que o poder do Estado, é a maior força e influência que qualquer cidadão pode exercer sobre as os demais.

Diante das perseguições e represálias que os grupos de esquerda estavam sofrendo, acreditavam que por meio da luta armada teriam condições de, livrar-se da opressão. Passaram então a formar grupos armados, com treinamentos e táticas de guerrilha de combate urbano e rural.

Nos anos entre 1964 a 1985, houve a formação de muitos grupos paramilitares - VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Carlos Lamarca, era um dos líderes. Já a COLINA (Comando de Libertação Nacional), onde tinha como um dos integrantes do grupo, a nossa atual presidenta, Dilma Rousseff.

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Teve sua formação em 1967 a partir de estudantes universitários de MG do grupo POLOP com alguns militares esquerdistas e tinham os ideais cubanos da  OLAS (Organização Latino-Americana da Solidariedade). Com as prisões a VPR juntou-se a COLINA, e formaram a VAR-Palmares.

Ocorreram muitos conflitos entre as forças do governo e os esquerdistas. Algumas regiões que ficaram conhecidas devido a esses conflitos: Região do Rio Araguaia, Região da Serra do Caparaó e o Município de Três Passos, no RS.

Podemos observar que estes grupos, diferente do que ocorreu em Cuba, não conseguiram chegar ao poder, pegando em armas. Passaram então, a utilizar, um sistema de levante popular denominado de “Diretas Já”. Focados, nos princípios da Democracia. Assim houve o processo de redemocratização, com a criação de uma Nova Constituição Federal, em 1988.

Foi a partir de então, que ocorreu uma transformação crucial, na cultura do povo, que hoje estamos vivenciando. Essas lideranças de esquerda, que foram perseguidas, presas e torturadas, perceberam que existia outra maneira de chegar ao poder. Usou-se então, as ideologias e influências do Marxismo Cultural.

O objetivo deste sistema político é, aparelhar o poder do estado, distanciando cada vez mais da população que está nivelada num mesmo patamar cultural, intelectual e hierárquico.  #Opinião