Nesta quarta-feira (03), a Secretaria de Cultura e Turismo de São João del Rei/MG lançou uma cartilha de boas maneiras para o Carnaval 2016, intitulada “Respeite as minas, as monas e os manos – pode e não pode”. As imagens são uma sequência de avisos sobre o que se “pode” e o que “não pode” fazer com mulheres, homens e homossexuais durante o período da folia. A iniciativa da prefeitura causou muita repercussão nas redes sociais desde então, levantando debates em torno do tema da cartilha e sua necessidade existencial. Na página do Facebook da secretaria, um dos internautas declarou que o Brasil está “atrasado como país”, ressaltando que a mesma tentativa de alerta para conscientização foi usada na Copa e “teve efeito contrário”.

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Considerando os diversos tipos de público que existem, obviamente as pessoas com problemas psicológicos, por exemplo, podem servir de justificativa para relembrar tais regras de #Comportamento, sendo atingidas por uma divulgação desse porte simples. Entretanto, há uma parte inegável da razão do #Carnaval que também serve para justificar essa ação; o fato da comemoração ser voltada as desinibições. Pessoas que têm vontade de fazer certas coisas, e normalmente não conseguem por falta de coragem, se libertam durante a celebração carnavalesca.

O caso é que têm sido cada vez mais frequentes as discussões sobre os efeitos negativos do Carnaval e as mobilizações contra as consequências, no mínimo, aborrecedoras surgindo em torno dele com o passar dos anos. Em contrapartida, preocupações com a segurança e outros pontos só costumam acontecer antes e depois da festa, considerando que mais da metade da mídia mantém o foco nas escolas de samba e nos famosos desfilando pelas avenidas de cidades famosas.

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Falando da divulgação de um grande evento tradicional, comentar coisas ruins a respeito dele durante o seu decorrer é irrelevante. Ainda assim, as redes sociais continuarão existindo para lembrar à mídia e aos políticos o que o povo considera realmente importante ser mencionado. Analisando por este ângulo, o Carnaval pode trazer boas lembranças ou frustrações para quem decidir participar da festa; contudo, independente dos lucros e prejuízos obtidos em comemorações passadas, os anos seguintes continuarão começando com debates girando ao redor dos limites traçados ou ainda pendentes para resolução no maior evento brasileiro, isso enquanto a educação estiver prejudicada.

O fato é que o povo brasileiro precisa de atenção; as pessoas, componentes da população do país, querem ser ouvidas! Mas este ano o país já está preocupado demais com a crise econômica, a atual contaminação do vírus Zika e muitos outros assuntos para dar prioridade a esses debates.

#Opinião