No dia 6 de fevereiro deste ano, Beyoncé deu o que falar pela sua apresentação de cunho político no Super Bowl, por mostrar através da música e da dança elaborada com suas dançarinas seu posicionamento ao racismo. Depois da sua ousadia no maior evento desportivo e com a maior audiência televisiva dos Estados Unidos, outros rostos conhecidos do país parecem ter começado a ganhar coragem para criticar a postura aparentemente ainda bastante evasiva dos americanos sobre os negros. Chris Rock, dentre diversos trabalhos, um ator famoso por filmes como “Gente Grande” e mais especialmente por criar e narrar sua própria história no seriado “Todo Mundo Odeia o Chris”, fez diversas ironias na noite da 88ª edição do Oscar, no Teatro Dolby de Hollywood.

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Tendo sua veia cômica natural, no começo as piadas pareceram naturais, como quando entrou para apresentar o evento já declarando que o Oscar da Academia é conhecido como “os prêmios dos brancos” e no momento extrovertido em que apresentou as filhas, pedindo para todos os convidados ajudarem seu grupo de escoteiras comprando biscoitos, alegando não ser nada de mais para os ganhadores de bilhões com as premiações. Contudo, logo ele mostrou abertamente sua insatisfação pela ausência de candidatos negros. “É a 88ª edição do Oscar, o que significa que essa coisa toda de 'sem indicados negros' aconteceu pelo menos outras 71 vezes, ok? Vocês precisam se dar conta de que isso aconteceu nos anos 1950, 1960”, Chris destacou.

Como acréscimo visual, foi apresentado um vídeo onde ele perguntava a pessoas negras na rua sobre as indicações do Oscar e nenhum dos entrevistados sabia dizer sobre o que se tratavam os filmes citados.

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Na filmagem, o ator entregou uma estatueta para os participantes, perguntando se queriam passar uma mensagem, e alguns afirmaram que “mais negros deviam receber o Oscar”. Chris não foi o único a questionar o assunto. Cheryl Boone, representante do Poder Relações Públicas da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS), lembrou “nosso público é global e diverso”, e acrescentou “às vezes a mudança é um processo difícil, mas é necessário”. Sem dúvida isso mexeu com muitos presentes, pois vários ganhadores seguintes e outros apresentadores comentaram sobre o racismo de forma extrovertida e reverente.

Outro tema debatido no evento foi sobre os corriqueiros casos de estupros aos jovens, quando Lady Gaga prestou uma música de homenagem antes do músico Sam Smith dedicar seu prêmio à comunidade de gays e lésbicas. Seja qual debate for iniciado, o certo é a enorme quantidade de problemas polêmicos rondando os #EUA ultimamente. Isso e que o melhor discurso foi o do ator Leonardo DiCaprio, por abranger todos os debates de uma única vez e desejar melhorias no futuro. #Cinema #Comportamento