O ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - foi realizado ano passado nos dias 24 e 25 de outubro. Após quase dois meses e meio de espera o resultado enfim saiu. Para alguns estudantes, ele trouxe a certeza da aprovação, para outros mais um ano de estudo árduo, aulas em cursinhos presenciais e até online. Segundo pesquisas, até a presente data, os cursos pré-vestibulares aumentaram em 30% o contingente de alunos que os requisitam, só no estado de São Paulo.

A prova do #ENEM é dividida ao longo de 2 dias, com as áreas de Ciências Humanas e suas tecnologias, Ciências da Natureza e suas tecnologias, Linguagens, Matemática e a tão temida pelos estudantes: a redação. No ano passado, o tema em questão foi: A persistência na violência contra a mulher.

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Tema que gerou polêmica não apenas entre os alunos, mas atingiu outras esferas da sociedade. 

Na tentativa de ajudar aos estudantes na tão almejada nota mil, prepararam-se alguns tópicos importantes para auxiliá-los na hora de dissertar. Para tanto, é necessário primeiro compreender a dinâmica da prova.

A correção é dividida por competências, e a cada uma é atribuída nota de 0 a 200 pontos. São elas:

  • 1) Dominar a norma culta da língua portuguesa (Nesta competência, o candidato será avaliado pela seu domínio na arte da gramática. Erros ortográficos, falta de pontuação, acentuação gráfica e uma letra incompreensível serão avaliados)
  • 2) Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. (Nesta, será analisado se o candidato conhece a estrutura da redação, que no caso da dissertação, se dá por meio da introdução+desenvolvimento+conclusão, ademais, será cobrado pelo corretor, se o aluno escreveu dentro do tema proposto ou se houve fuga parcial ou total do tema. No caso de A persistência na violência contra a mulher a palavra chave é persistência, ou seja, eles não queriam textos que falassem apenas da existência da violência, e sim, que fosse explanado o motivo dela persistir mesmo depois de leis que protegem a mulher).
  • 3) Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. (É aqui que a banca mede o nível de informação do aluno. Pois está competência é avaliada pelos dados sólidos e fatos coesos que o candidato traz ao texto. Vale citação de filósofo, dados da ONU, abordagens históricas... Por isso a importância de estar sempre bem informado.)
  • 4) Demonstrar conhecimentos dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação. (Nesta competência, é cobrado do aluno o uso, por exemplo, dos conectivos corretos para dar a continuidade no texto. Ademais, No entanto, portanto, embora, todavia, tal qual, cujo, logo. Enfim, esse tipo de preposição que liga uma ideia na outra. Além de claro, é visto se o concorrente sabe argumentar de maneira coesa.)
  • 5) Apresentar proposta de intervenção social compatível com os direitos humanos. (Finalmente chegamos na tão falada proposta de intervenção. Mas o que ela representa? Bom, tudo, é isso que ela representa. Por um simples motivo, ela é o fechamento do seu texto, ele foi escrito justamente por causa dela. Pois deve-se encarar a proposta do tema um problema que necessita de solução, e é por meio dos argumentos citados ao longo do texto que o aluno vai elaborar uma solução. Vai dizer como sanar ou, pelo menos, amenizar o dilema. No caso do tema da mulher, poderia ser algo como a construção de novas DEAMs - Delegacia Especial de Atenção à mulher - e mais incentivo as denuncias por parte das mulheres e das pessoas que conhecem vítimas de violência doméstica. Ou mesmo, pena mais dura para os agressores. O importante é ser coeso, com propostas de aplicabilidade possíveis e que SEMPRE respeite os direitos humanos... Nada de sugerir pena de morte ou justiça com as próprias mãos.)

Agora é com vocês! É só praticar bastante e esperar a nota 1000.

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#Educação #Bolsa Universidade