Os cidadãos não votam no dirigente mais preparado e sim no mais carismático ou naquele que apresentar um slogan mais sugestivo. 

Chama a atenção que a classe política seja uma das poucas que careça de um código de ética. É certo que outras classes profissionais o possuem (médicos, advogados, jornalistas). Entretanto, a classe política, tristemente conhecida em muitas ocasiões por casos de desvios e #Corrupção, nem sequer o cogitou.

A CORRUPÇÃO

Não se trata de um regime ou de um modelo. São os homens, quando se desviam do dever de disporem de sua própria vida ao serviço público e se apropriam do bem comum para si mesmos e desviam o olhar para os assuntos de interesse privado, quando arriscam a segurança de todos em benefício próprio ou de poucos; enfim, quando a virtude cívica fraqueja, é que se criam as condições para que apareça e se desenvolva a corrupção.

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Se a sociedade entra em processo de corrupção, a vida do cidadão também se vicia; quando a sociedade é devassa, os indivíduos começam a perder a capacidade de cultivar a virtude que os torna cidadãos de verdade; e se alguém perde a capacidade de cidadão, perde a de homem, porque uma vida humana digna somente pode-se viver sendo cidadão. Por isso um cidadão não deve permanecer passivo ante a destruição de sua cidade, seu dever é atuar para evitar.³

Contudo, as conseqüências da corrupção são demolidoras, não só do ponto de vista ético, mas da perspectiva econômica, social e política. A corrupção é um monstro que a tudo devora.  Os Direitos Humanos e os Direitos Fundamentais dos cidadãos são profundamente afetados pelos atos de corrupção e, evidentemente, os indivíduos mais necessitados serão os mais atingidos, na medida em que hospitais reduzem o atendimento, escolas reduzem vagas, assistência social reduz pessoal e investimentos, programas sociais são abandonados, tudo porque os recursos foram ilicitamente desviados para atender interesses vis de alguns.

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A ocorrência dessa situação pode levar a outra forma de corrupção, que afetará a sociedade como um todo, levando-a a justificar comportamentos condenáveis, aos poucos alterando a cultura ética e moral. Isso se dá quando um cidadão ‘precisa’ subornar um médico para atender seu filho antes dos demais, ou oferecer algo ao funcionário da escola para conseguir uma vaga para seu filho. O meio justifica o fim? E essa atitude, como um câncer, contamina a sociedade. 

Os atos de corrupção, além de surrupiarem o patrimônio público, impedem o Estado de atender às demandas sociais, mantendo o povo ao relento e ao assistencialismo barato, na ignorância, na pobreza e na doença.

Dessa forma, urge a recuperação da fé democrática. Está na hora de um levante dos homens de bem, porque para que o mal vença é necessário unicamente que o bem se cale. A corrupção corrói a ética, erosiona as instituições, mina a democracia e abate os ânimos dos cidadãos. Atenta contra a sociedade, a ordem moral e a justiça, bem como contra o desenvolvimento integral dos povos.

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 Ademais, estende seus vínculos a outras formas de delinqüência como o crime organizado, o contrabando, a lavagem de dinheiro.

As ferramentas de combate estão disponíveis: temos uma Constituição que traz remédios passíveis de atacar tais patologias corruptivas. Temos ratificados pelos nosso país a Convenção Interamericana Contra a Corrupção, assim como a Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção, bem como a edição da Lei Anticorrupção (12.846/13) e da Lei da Transparência (12.527/11).

E os virtuosos cidadãos brasileiros? Surrupiados, logrados, roubados, enganados, burlados, iludidos, onde estão? Qual o próximo passo?? #Crise no Brasil