Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo de energia elétrica no Brasil fechou 2015 com uma queda de 2,1%, totalizando 464.700 GWh, sendo a maior queda no setor indústrias (-5,3%). Apesar das energias alternativas estarem conquistando espaço, ainda é dominante a energia proveniente das hidrelétricas (63,2% segundo anuário estátisco da EPE). É importante ressaltar que o poder público possui uma das tarifas médias mais caras, igualando à residencial (com valor médio de R$361,74/MWh em 2014, segundo o anuário). A iluminação publica possui o menor custo (R$208,87/MWh). Outro dado importante é o consumo residencial médio que chega a 179kWh/mês na região Norte, 121kWh/mês na região Nordeste, 183kWh/mês na região Sudeste e 190kWh/mês na região Sul.

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Governo não atua no sentido do crescimento economico

O governo não incentiva a produção de energia elétrica em baixa escala, pois não compra de residências o excedente produzido por adesão ao sistema de placas fotovoltaicas. Já houve um grande progresso com o incentivo do crédito do kWh produzido, que é fornecido à rede (Grid) e pode ser compensado depois nos horários que a produção fotovoltaica é menos ou quase não utilizada (tais como dias escuros e períodos noturnos). Existe um prazo para o uso dessa geração em excesso, o que garante algum retorno para os períodos de inverno e de chuvas.

Empresas instalam e homologam todo o sistema fotovoltaico

A Energia Pura (energiapura.com.br), uma das empresas especializadas em projetos com placas fotovoltaicas, informou que possui projetos que podem garantir um consumo de 300kWh por R$23000,00 (vinte e três mil reais) para fins residenciais.

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A aplicação foi calculada para o centro-oeste paulista, região de Bauru, onde a incidência solar é muito alta e com conexão ao Grid e homologação da instalação como cortesia. Para essas condições e considerando o preço médio residencial acima, o valor do investimento é recuperado em no máximo 18 anos, mas existem alguns fatores importantes a serem considerados: (a) a região em que se encontra o exemplo tem sofrido diversos apagões pois a infra-estrutura está deficitária frente ao crescimento das cidades e economia locais nas últimas duas décadas; (b) a temperatura média tem batido sucessivos recordes de alta e o uso de ar condicionado é crescente, o que leva a um aumento de consumo de energia, mesmo no inverno que já chegou a 41º.Celsius em pleno inverno; (c) a incidência solar poderia aliviar o orçamento familiar tanto das residências como em prédios do governo, cujo valor de custo por MWh é o mais alto, direcionando as economias mensais para outros projetos de investimentos que permitam o crescimento da economia.

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Operadoras de energia poderiam financiar investimento em conta de luz

O que falta fazer? Falta uma linha de financiamento com juros nos mesmos termos do crédito consignado, cuja cobrança pode ser feita na mesma fatura da luz, garantindo assim o pagamento do investimento e uma expansão rápida de um tipo de energia limpa no país que tem incidência solar em abundância. Já pensou em contatar sua operadora do sistema elétrico para que ela possa atuar? #Comportamento #Crise econômica #Crise no Brasil