O Plano de Mobilidade de várias cidades já constituídas não considera muito sobre motos e veículos de emergência, quando faz algum diagnóstico, permitindo que o ciclo de acidentes graves com motos e a dificuldade de mobilidade de veiculos emergenciais. O comportamento desses veículos é diferenciado em relação ao de carros e ônibus que dispõem de mobilidade facilitada por estarem em maior número, mas isso não reduz a importância do primeiro segmento devido ao crescente aumento de motos no transito (superou 13 milhões em 2014, segundo a AutoEsporte), circulando como moscas no transito, aumentando o estresse com suas buzinas para liberar a via.

Publicidade
Publicidade

Do outro lado estão os carros emergenciais, tais como ambulâncias, bombeiros e polícias civil e militar, que são esporádicos e estão sujeitos aos períodos de congestionamento, atrapalhando em minutos importantes o sucesso do atendimento.

Especializar ruas para ciclistas e faixas para motos

Há de se pensar em duas etapas: na primeira etapa deve ser estudada a possibilidade de especialização de ruas para evitar o crescente número de acidentes graves registrados (em 2013 foram mais de 170 mil, segundo o jornal Hoje), como por exemplo, a pintura de ciclo-faixas em ruas mais arborizadas e com trafego menor, ou com mais barreiras de trânsito, como lombadas e semáforos, visando dar alguma vantagem para os ciclistas em termos de poder visualizar e reagir a situações de perigo com eficiência.

Publicidade

As motocicletas e veículos de emergência se característizam por mais agilidade e velocidade de resposta, sendo mais indicados para vias expressas e com mais faixas, como em avenidas. A segunda etapa é a especialização por tipo de atendimento, posicionando as bases de veículos de emergência próximas às faixas especializadas para esse tipo de veiculo.

Fiscalização de motos seria melhor em faixa exclusiva

A adoção de faixa exclusiva para motociclistas e veículos emergenciais poderiam ser uma alternativa para reduzir o número de acidentes dos primeiros e aumentar a rapidez de atendimento dos segundos. O crescente aumento das motos e a facilidade de “passearem” entre os carros, dificulta a aplicação da legislação do trânsito, tais como a ultrapassagem pela direita. Com a faixa especial ficaria mais fácil o socorro de motociclistas por colegas ou veiculos emergenciais, em caso de acidente, principalmente em furos de pneu. Como as motos são ágeis, estão também capacitadas a sair da frente de veículos de emergência como mais facilidade do que um carro comum em um transito pesado, permitindo a agilidade das ocorrências esporádicas, sem ter que recorrer a movimentações perigosas para liberar a passagem no transito de carros.

Publicidade

Faixa à esquerda das grandes avenidas deveria ser exclusiva

As faixas preferenciais para motociclistas e carros emergenciais deveriam ser prioritariamente à esquerda, baseado nas leis do CONTRAN e porque estarão mais velozes, permitindo uma melhor monitoração visual dos outros motoristas. Provavelmente o comportamento dos motociclistas deverá ser de aderir rapidamente às novas faixas pela facilidade de transito e pela característica já natural de agrupamento motos ao seguir entre faixas buzinando. Outro beneficio será a redução do uso de buzinas, reduzindo o estresse sonoro. As motocicletas também possuem mais flexibilidade para liberar a faixa em caso dos carros de emergências estarem circulando com velocidade superior. Se você gostou dessa ideia, comente aqui e leve ao Plano de Mobilidade de sua cidade. #Governo #Casos de polícia #Crise no Brasil