Um caso psíquico de transtorno de identidade e orientação sexual envolvendo um garoto com apenas nove anos de idade, vem dando o que falar nas redes sociais.

Atualmente a criança vive com o pais na cidade de Sorriso, distante 430 km da capital Cuiabá. O menino veste-se com roupas de menina e porta-se como tal. De acordo com advogado da família que cuidou do caso o mesmo alega que a criança sofre com o transtorno de personalidade desde os seis anos de idade, segundo ele a criança não consegue se aceitar do jeito que veio ao mundo.

Em 2012, a família do garoto o levou para uma consulta em uma unidade de atendimento no Ambulatório de Transtorno de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Núcleo de Psiquiatria e Psicologia Forense do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e desde os seis anos de idade a criança é acompanhada de perto por profissionais da área, desde que foi diagnosticada com a doença.

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Segundo os psicólogos que acompanharam o menino de perto, a única alternativa para tratamento em casos como esses seria a internação da criança em uma clínica psiquiatra. Sem saber o que fazer a família desesperada decidiu entrar com um recurso na 3ª Vara da Comarca de Sorriso para pedir a mudança de nome de menino para o nome de menina, uma vez que seus pais já haviam lhe ajudado a escolher um nome de menina para si.

Na época,uma psicóloga judicial que trabalha no Fórum daquela região foi designada pelo juiz para desempenhar uma série de atividades lúdicas com o garoto. De acordo com o depoimento da profissional, a mesma chegou a confirmar que o comportamento do menino é equivalente ao de uma menina.

''Sendo assim em 2012 uma liminar já havia sido concebida para que a criança se visse de acordo com a sua orientação sexual e para que fosse respeitada e tratada da maneira como é. Mas toda vez que seus pais apresentavam um documento da criança eram vítimas da discriminação, pois uma criança com gênero masculino com aparência feminina, sempre gerava constrangimento para ela e para seus pais'' conclui o juiz do caso Anderson Candiotto.

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Como o desfecho do processo foi favorável agora a família e a criança sentem-se realizados com o nome de menina dado para criança. #Entretenimento #Curiosidades