O setor do Turismo anda muito preocupado com a notícia do novo imposto de 25% sobre viagens, que incide nas remessas ao exterior para fins de turismo. A cobrança passou a valer em 1º de janeiro. Este tributo já existia, mas não era cobrado pelo #Governo, que dava isenção para estimular o setor. Este imposto é valido para quem comprar  pacotes de #Viagem ao exterior. Vale para reserva de hotéis, passagens aéreas e demais serviços turísticos. O tributo também incide sobre gastos com intercâmbio, assim ficou também mais caro estudar fora do Brasil e também encareceu para parentes ou amigos que enviam dinheiro a pessoas físicas para outro país, desde que para cobrir custos pessoais, pagando a mesma alíquota. 

Tenham muita atenção a esta informação, porque da forma que foi publicado em alguns jornais e sites, fez a maioria das pessoas entenderam que todos os gastos com viagem ao exterior deve ser informado no IR e respectivamente será cobrado este imposto.

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Mas não é bem assim, o novo imposto só incide sobre remessas bancárias para compra de serviços turísticos prestados por empresas no exterior. Este imposto de renda não incide sobre gastos em dinheiro no exterior e muito menos cobrado pela utilização do cartão de crédito internacional, para esta finalidade já existe um imposto de 6.38%. Por exemplo; Se você comprar uma passagem aérea no site da American Airlines ou ingresso para o show no site da Broadway, você vai continuar pagando os 6,38% de IOF, imposto cobrado para as transações com cartão de crédito.

O novo imposto vai atingir diretamente operadoras e agências de viagem que precisam fazer remessas bancárias para pagar seus fornecedores no exterior. A maior preocupação do setor é que encarecendo para estas empresas, o imposto terá que ser repassado de alguma forma para os seus clientes, atingindo em cheio os pacotes para o exterior compostos de aéreo, hospedagem e passeios operados por estas empresas brasileiras e parcelados por estes clientes.

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Operadoras e agências de viagem demostram insatisfação junto a suas entidades que estudam junto ao governo a revisão desta tarifa. Segundo o Portal Panrotas, informaram que governo e entidades do setor turístico (Clia Abremar, Braztoa e Abav)  já acertaram que a tarifa será uniformizada (os mesmos 6,38% do cartão); só estão decidindo qual a forma legal de fazer a mudança, já que a receita do novo imposto entrava na conta do ajuste fiscal.

Este imposto é literalmente uma viagem, com impacto negativo no setor, especialmente para as agências e Operadoras de turismo com foco em viagens para o exterior. Esta cobrança vai encarecer os custos, num setor que já vinha enfrentando dificuldades com a elevação das cotações das moedas estrangeiras frente ao Real, principalmente o Dólar. Este impacto é uma punhalada certeira que vai atingir milhares de empregadores em todo o Brasil, principalmente aumentando o desemprego no setor e a diminuição de brasileiros que viajam para o exterior. De acordo com o Banco Central do Brasil, as despesas de brasileiros no exterior caíram 32% em 2015, em relação ao ano anterior, os brasileiros puxaram o freio de mão dos gastos fora do Brasil.

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Em 2016, além destes efeitos que impulsionaram a diminuição de brasileiros no exterior, este imposto deve reduzir até 50% e consequentemente fechar a porta de algumas agências e operadoras de viagem. 

 

  #Crise econômica